Sesc sedia lançamento do Diesporte

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Com a intenção de mapear a relação dos brasileiros com a prática de atividades físicas e gerar informações sobre a cultura esportiva no País, o Ministério do Esporte lançou, em 22 de junho, no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro, o Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte). A pesquisa, que é inédita na América do Sul, investiga quatro variáveis: o perfil do praticante de esporte e do sedentário, a infraestrutura, o financiamento e a legislação esportiva.

Com a intenção de mapear a relação dos brasileiros com a prática de atividades físicas e gerar informações sobre a cultura esportiva no País, o Ministério do Esporte lançou, em 22 de junho, no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro, o Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte). A pesquisa, que é inédita na América do Sul, investiga quatro variáveis: o perfil do praticante de esporte e do sedentário, a infraestrutura, o financiamento e a legislação esportiva. Na ocasião, o ministro do Esporte, George Hilton, apresentou a primeira parte do Diagnóstico, que apresenta informações sobre o praticante e o não praticante de atividades esportivas. De acordo com o estudo, 45,9% dos brasileiros entre 14 e 75 anos não praticam atividades físicas, o que corresponde a 67 milhões de sedentários.

“O Diagnóstico Nacional do Esporte é uma ferramenta imprescindível que vai nortear as políticas públicas e também subsidia as ações da iniciativa privada que lida com a prática esportiva no Brasil”, afirmou George Hilton. O ministro lembrou que o País vem sediando os principais eventos mundiais do esporte e que é preciso aproveitar a ocasião dos Jogos Olímpicos de 2016 para incentivar a prática de diferentes modalidades no Brasil. “Chamou-nos a atenção que as modalidades esportivas são pouco desenvolvidas. Destaca-se o futebol, mas o maior ganho das Olimpíadas será imaterial, o incentivo a outros esportes e à prática de atividade físicas”, afirmou.

Sesc – parceria estratégica

O diretor-geral do Sesc Nacional, Maron Emile Abi Abib, representou o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Conselho Nacional do Sesc, Antonio Oliveira Santos. Para ele, o estudo apresenta informações que vão ajudar a aprimorar as ações e os projetos da entidade, que há quase sete décadas trabalha pelo lazer e pelo esporte, para promover a qualidade de vida da população. “Esse estudo vem ao encontro de nossos anseios e se consolida como importante instrumento de informação, que permitirá o planejamento e a elaboração de diversas ações de integração e inclusão social por meio de atividades esportivas”, disse Maron na abertura do evento. Para ele, os dados da pesquisa permitirão ao Sesc aprimorar sua atuação. “Nosso trabalho ganha esforço significativo. Poderemos analisar nossos projetos e elaborar atividades que sejam mais eficientes e de maior impacto perante o público”, concluiu Maron.

O ministro destacou a parceria com o Sesc e afirmou que a entidade tem papel importante na implantação do Sistema Nacional de Esportes – proposta do governo que vai definir as responsabilidade da união, dos Estados e dos Municípios na promoção da prática esportiva no País e que, segundo ele, deve ser apresentada ao Congresso até setembro. “O Sesc, além de ser um grande parceiro do Ministério do Esporte, já desenvolve, desde a sua criação, o apoio integral a várias modalidades esportivas e com várias estruturas no País inteiro. Um projeto em que você tem a infraestrutura, a prática e a manutenção desses programas é tudo o que nós queremos no Brasil. Algo que tenha infraestrutura, prática, mas que seja de continuidade. O Sesc é isso. Ele reúne essas qualidades e é fundamental no Sistema Nacional que queremos aprovar no Brasil.” Hilton ressaltou que o Ministério do Esporte quer contar com o Sesc para ser “um dos braços operacionais no combate ao sedentarismo” no País.

Perfil do praticante e do não praticante de esportes

Dos 45,9% de sedentários no Brasil, as mulheres são a maioria, com um índice de 50,4%, ante 41,2% entre os homens. Entre os esportes e atividades físicas mais praticados pelos brasileiros, em primeiro lugar ficou o futebol, citado por 55,7% da população, depois modalidadesrelacionadas à academia com 12,1% e em terceiro a caminhada lugar, opção de 11,2% da população. 

O Diagnóstico também identificou que o sedentarismo começa na faixa etária entre 15 e 16 anos (32,7%) e vai se acentuando, atingindo 38% dos brasileiros entre 20 e 24 anos, 40,7% entre 25 e 34 anos e assim até chegar a 64,4% entre os 65 e74 anos.

O estudo indicou que a entrada no mercado de trabalho é uma das maiores razões para o abandono das atividades físicas. Falta de tempo para conciliar atividades físicas ou esportes com o trabalho e o estudo foi a causa apontada por 69,8% das pessoas. A faixa etária de 20 a 24 anos indica o fim da relação da população com o esporte, com 45% de abandono de atividades físicas. E a escola ainda pode ser vista como o principal incentivador dessas práticas. “O desporto escolar tem que criar na população a vontade de continuar ativa”, lembrou o ministro, que foi ovacionado ao defender a volta da obrigatoriedade da prática esportiva nas escolas.

Todas as informações do Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte) estão disponíveis no site http://www.esporte.gov.br/diesporte. E segundo o ministro George Hilton, em breve serão apresentadas as demais informações, referentes à infraestrutura, ao financiamento e à legislação esportiva.

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