Senador Cristovam propôs CPI do Apagão Educacional

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A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) do Apagão Educacional, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no último dia 12, deverá, ao final dos trabalhos, elaborar um grande projeto de educação para a Nação. Essa é a expectativa do senador.

A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) do Apagão Educacional, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no último dia 12, deverá, ao final dos trabalhos, elaborar um grande projeto de educação para a Nação. Essa é a expectativa do senador. O projeto, segundo ele, deve ser capaz de “atravessar os vários governos que virão não somente com soluções, mas também com um grande acordo”.


Em entrevista nesta quinta-feira (27), Cristovam Buarque, que já foi ministro da Educação, explicou que esse acordo tem que começar já com alguns compromissos, entre os quais um piso salarial nacional e satisfatório para os professores e a dotação de equipamentos e banheiros limpos em todos os estabelecimentos educacionais brasileiros.


Cristovam disse ainda que, para que a CPI tenha início, é preciso convencer o presidente do Senado, Garibaldi Alves, a Mesa Diretora da Casa e os líderes partidários a endossarem o pedido de criação da comissão.


– A partir daí, chamaremos, em primeiro lugar, historiadores para explicar por que somos um país onde a educação é relegada a um segundo plano. Depois, os professores nos explicarão o porquê do atraso educacional no país e, enfim, os políticos, para nos dizerem o porquê de tudo isso – afirmou o senador.


Segundo Cristovam, a expectativa é formar um bom acervo de sugestões para melhorar a educação no Brasil.


– Todos nós somos culpados pelo que está acontecendo. Por isso, essa CPI propõe justamente colocar o Brasil no divã para fazer uma psicanálise – explicou.


Problemas


Na opinião do parlamentar pelo PDT, vários são os problemas que enfrenta a educação brasileira. A primeira falha, destaca, é a cultural e, a segunda, política, destaca ele. Outro grande problema é a falta de interesse em gastar o dinheiro necessário para resolver os problemas da educação.


– Já o quarto problema é o corporativismo, pois estamos muito preocupados com nós mesmos, e o quinto problema, que é uma causa de todos os outros, é a municipalização da educação. A solução está na federalização da educação de base – defendeu o ex-ministro da Educação.


Agência Senado, 28 de desembro de 2007.

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