Sem dívidas, consumidor faz planos

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Jornal do Commmercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14 


Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) junto a 822 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na primeira quinzena deste mês, indica que 55,35% desses entrevistados entraram o ano sem dívidas e já fazem planos de consumo.

Jornal do Commmercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14 


Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) junto a 822 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na primeira quinzena deste mês, indica que 55,35% desses entrevistados entraram o ano sem dívidas e já fazem planos de consumo. Em função da capacidade de crédito, comprar imóveis está na lista de prioridades de 17,03% dos entrevistados, seguido da preferência pela aquisição de veículos, por 14,36%, além de investimentos em faculdade ou cursos particulares, apontados por 6,69%. A maioria (59,78%) informou que está planejando financiar seus projetos.


“Mais da metade dos consumidores sem dívidas é um número significativo. Esse resultado é coerente e bate com outros indicadores nacionais, sinalizando que o consumidor está maduro e deve continuar comprando produtos de maior valor agregado, como imóveis e veículos. Há também uma forte indicação de que outras camadas da população conseguirão atingir novas faixas de consumo”, ressaltou o coordenador do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes.


O economista afirmou que há uma tendência de que os juros se mantenham estagnados no primeiro semestre e de que a inflação perca a força nos próximos meses, fatores que continuarão influenciando consumidores a buscar crédito para financiar seus projetos de compra. “Os investimentos se mantêm em crescimento, sobretudo em máquinas e equipamentos, o que sinaliza com aquecimento das atividades produtivas para atender a uma demanda forte”, observou Gomes.


O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, também está otimista em relação à continuidade do aquecimento da economia em 2008, e ao desempenho positivo dos setores de comércio e serviços que no ano passado se destacaram na geração de emprego no País.


“Os setores de comércio e serviços representaram mais de 60% da geração de emprego no Brasil, em 2007. No Estado do Rio essa proporção foi ainda maior: 80%. Vivemos um ano de um ciclo virtuoso da economia, em que os juros menores, embora ainda elevados, favoreceram a expansão do crédito, a produção e o consumo. Tudo indica que os bons ventos devem continuar soprando em 2008. O comércio será favorecido tanto pelo lado da produção, que segue investindo em máquinas e equipamentos, quanto pelo consumo das famílias, estimuladas também pelo aumento do emprego e da renda”, afirmou Diniz.


Pela pesquisa da Fecomércio-RJ, 80,66% dos entrevistados não tiveram o nome incluído no Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) em 2007, o que deve influenciar fortemente as decisões de compra nos próximos meses.


Inadimplência 


Outra pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ, nos primeiros quinze dias do ano, ouvindo 3 mil moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, indicou que a média de famílias inadimplentes em 2007 foi de 21,6%, o menor índice desde 2001.


Segundo a Fecomércio-RJ, o balanço referente a 2007 demonstrou também que os moradores da Região Metropolitana do Rio conseguiram manter o orçamento organizado em comparação com 2006. A avaliação é reforçada por números, já que a média de famílias com as finanças em equilíbrio subiu de 46,3%, em 2006, para 49,7% no ano passado.


“Além disso, ficou praticamente em linha com 2006 o volume de famílias com sobra orçamentária (de 28,8% para 28,0%). Já o percentual dos que estão com dificuldades de quitar todas as contas ficou em 22,2%, em 2007, menor do que os 24,9% do ano anterior”, informou a Fecomércio-RJ.


 


 


 

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