O Brasil está na moda. Mas, para que turismo possa aproveitar as oportunidades de forma efetiva, é preciso reforçar o apoio ao setor e avançar em uma série de melhorias, sem as quais o País vai continuar patinando em termos de visitantes estrangeiros. Esse foi o principal ponto abordado por Cláudio Del Bianco, representante da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), na apresentação feita ao Conselho de Turismo da CNC, nesta quarta-feira (26), na sequência dos debates do macrotema “Turismo receptivo e capacitação profissional”.
O Brasil está na moda. Mas, para que turismo possa aproveitar as oportunidades de forma efetiva, é preciso reforçar o apoio ao setor e avançar em uma série de melhorias, sem as quais o País vai continuar patinando em termos de visitantes estrangeiros. Esse foi o principal ponto abordado por Cláudio Del Bianco, representante da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), na apresentação feita ao Conselho de Turismo da CNC, nesta quarta-feira (26), na sequência dos debates do macrotema “Turismo receptivo e capacitação profissional”. Na reunião, Leonardo Fonseca, da CNC, também apresentou os resultados da pesquisa “Quem é o viajante brasileiro”, realizada pela CNC, Editora Abril e Ibope.
Uma das principais questões levantadas por Del Bianco foi o efeito do câmbio valorizado. “Os custos para fazer turismo no Brasil assustam o turista estrangeiro”, disse o representante da Braztoa. Outro ponto destacado por ele foi a carga tributária. “Nós somos exportadores, mas não recebemos tratamento equivalente”, lamentou.
A ação de capacitação dos agentes de viagens estrangeiros e a busca por turistas em novos mercados, principalmente dos países emergentes são também consideradas ações importantes. Mas o país precisa melhorar sua infraestrutura. “Hoje, ainda não vejo o Brasil preparado para um aumento expressivo no fluxo de turistas do exterior”, disse Del Bianco.
Na apresentação da pesquisa realizada em parceria pela CNC, Editora Abril e Ibope, Leonardo Fonseca destacou algumas informações sobre o perfil do turista brasileiro. Entre outros aspectos, a pesquisa revelou que A maioria dos turistas brasileiros pertence às classes A e B, tem entre 31 e 40 anos e coloca a qualidade dos serviços antes do preço. O levantamento, realizado com base em entrevistas com leitores da revista Viagem e Turismo mostrou também que a Classe C emergente ainda viaja bem pouco pelo Brasil, representando apenas 4% de todos os turistas. “Este trabalho representa uma ferramenta importante para as empresas do setor e é mais uma contribuição da CNC para o desenvolvimento do turismo brasileiro”, afirmou Leornardo Fonseca.