Resgate de títulos, para Tesouro, não indica dificuldade

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Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-2


O fato de o governo federal ter resgatado R$ 4,7 bilhões a mais em títulos da dívida interna do que emitiu em março decorreu de oscilações típicas da época do ano e não está relacionado a dificuldades do Tesouro Nacional em lançar títulos, com a crise nos Estados Unidos.

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O fato de o governo federal ter resgatado R$ 4,7 bilhões a mais em títulos da dívida interna do que emitiu em março decorreu de oscilações típicas da época do ano e não está relacionado a dificuldades do Tesouro Nacional em lançar títulos, com a crise nos Estados Unidos. A explicação é do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Guilherme Pedras, ao informar que o vencimento de R$ 22 6 bilhões em Letras Financeiras do Tesouro (LFT), título vinculado Selic, foi o principal responsável pelo volume de resgate de papéis no último mês. Em março, o Tesouro resgatou R$ 36,9 bilhões e emitiu R$ 32,2 bilhões em títulos da dívida interna.


“Apesar da volatilidade no mercado, ainda existe demanda para os títulos brasileiros. Em março é normal o governo resgatar mais LFTs do que emite”, afirmou. Este resgate, segundo Pedras, também contribuiu para que a participação da Selic na dívida interna caísse de 37,48% em fevereiro para 36,51% em março, apesar das expectativas do setor financeiro de que os juros básicos fossem reajustados pelo Banco Central o que ocorreu na semana passada e deveria ter atraído o interesse por esses títulos.


No mês passado, o perfil da dívida pública registrou melhora. A participação dos títulos prefixados subiu de 35,69% para 36,26%. Estes papéis favorecem a administração da dívida porque permitem ao Tesouro saber exatamente quanto pagará ao resgatá-los. A proporção dos títulos atrelados a índices de preços aumentou de 26,93% para 27,39%, enquanto o percentual dos papéis vinculados ao câmbio passou de -2,17% para -2,24%. A participação negativa significa que o governo federal está na posição de credor, não de devedor,em relação aos papéis cambiais Esse percentual é obtido após as operações de swap reverso (que aumenta a fatia da Selic na dívida interna).


 


 


 


 

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