Renda familiar cresce mais no Rio que em SP

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O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-15 


A renda média familiar per capita da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 12,2% em 2006 e passou a de São Paulo, que cresceu apenas 4,4%. No ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda média familiar per capita na região metropolitana do Rio em setembro de 2006 (quando a pesquisa foi a campo) era de R$ 858 e a de São Paulo ficou em R$ 824.

O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-15 


A renda média familiar per capita da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 12,2% em 2006 e passou a de São Paulo, que cresceu apenas 4,4%. No ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda média familiar per capita na região metropolitana do Rio em setembro de 2006 (quando a pesquisa foi a campo) era de R$ 858 e a de São Paulo ficou em R$ 824. Em 2005, a paulista era de R$ 790 e a do Rio de R$ 765 (todos os valores foram ajustados pela inflação).


A região metropolitana de São Paulo é composta por 40 municípios, incluindo São Paulo, e a do Rio, por 20. O fato de a renda média metropolitana carioca ser maior que a paulista não é inédito – já tinha ocorrido em 2003 e 2004.


Os dados da Pnad 2006 mostram que a renda média familiar per capita do conjunto das regiões metropolitanas – além de Rio e São Paulo, Belém, Salvador, Fortaleza, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre – cresceu 7,4% em 2007. Assim, São Paulo cresceu abaixo da média, e o Rio, acima. A renda do conjunto metropolitano, porém, cresceu menos do que a do País como um todo, que teve expansão de 9,3%, saindo de R$ 525 em 2005 para R$ 574 em 2006.


Em 2006, a região metropolitana de Belo Horizonte foi a que teve o maior aumento de renda familiar per capita, de 13,2%, levando-a para R$ 733. O Rio veio em segundo lugar e Salvador, em terceiro, com aumento de 11,9%, para R$ 553. O menor aumento, de apenas 1%, foi o de Curitiba (para R$ 773), seguido de Fortaleza (4,3%, para R$ 442) e São Paulo.


A maior renda familiar per capita metropolitana em 2006 foi a do Distrito Federal, de R$ 1.119, com crescimento de 10,9%. A menor foi a de Fortaleza (R$ 442). Os dados foram calculados, com base na Pnad, pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), do Rio.


Estados


Dados levantados pelo Centro de Política Social da Fundação Getúlio Vargas revelam que Alagoas, Maranhão e Piauí têm maior participação de miseráveis na população, com porcentuais, respectivamente, de 44,44%, 44,23% e 40,08%. A média no Brasil é de 19,31%. Já São Paulo (9,94%), Paraná (9,79%) e Santa Catarina (4,68%) têm as menores proporções de miseráveis.


Em 2006, as maiores quedas na taxa de miséria foram em Mato Grosso do Sul (-29,56%) e em Santa Catarina (-26,23%). Dentre os dez Estados que tiveram quedas inferiores à média de 15%, sete estão entre os que têm a maior parcela de miseráveis.


Salário médio tem redução de 4,4% em 5 anos


O salário médio mensal entre 2000 e 2005 caiu 4,4% nas empresas, conforme a pesquisa Cadastro Central de Empresas, divulgada ontem pelo IBGE. A menor queda no período, de 1,2%, foi na administração pública. O recuo nas entidades sem fins lucrativos foi de 1,5% e nas empresas privadas, de 5,7%.


Embora represente 0,4% do total de empresas, o setor de administração pública tem 24% do pessoal ocupado e 29,8% dos salários pagos. O instituto alerta, contudo, que algumas secretarias públicas concentram várias unidades.


Os 5,7 milhões de empresas desembolsaram, em 2005, R$ 444,3 bilhões em salários e remunerações, com aumento de 22,8% ante 2000. O total desembolsado equivale a um salário médio mensal de R$ 1.060,48, ante R$ 1.044,95, em 2004. Em salários mínimos, o salário médio caiu de 5 mínimos, em 2000, para 3,7, em 2005.


No mesmo período, as empresas privadas apresentaram o maior aumento de pessoal ocupado (5,5%), seguidas da administração pública (5,1%) e entidades sem fins lucrativos (4,9%). Em 2000, 30,8% dos assalariados recebiam até dois salários mínimos. Cinco anos depois, essa fatia chegava a 45,2%, enquanto a dos que ganhavam mais de oito mínimos diminuiu de 14,7% para 8,4%.


A ocupação em São Paulo foi maior do que em todo o restante do Sudeste em 2005. Enquanto São Paulo tinha 30,1% dos ocupados no País, o restante da Região Sudeste tinha 22,1%, seguida do Sul (18,5%); Nordeste (16,8%); Centro-Oeste (7,8%); e Norte (4,7%).


 


 

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