Renda ainda é inferior à do último ano do governo FHC

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O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-7


Queda na taxa de desemprego e aumento do rendimento dos trabalhadores marcaram a trajetória do mercado de trabalho entre 2003, início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e o ano passado.

O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-7


Queda na taxa de desemprego e aumento do rendimento dos trabalhadores marcaram a trajetória do mercado de trabalho entre 2003, início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e o ano passado. No entanto, a renda dos ocupados ainda não retornou ao nível de 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso.


O gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), Cimar Azeredo, disse que, nos cinco anos estudados, “não há apenas ganho, muitos dos resultados mostram uma recuperação”. Exemplo disso, segundo ele, está no rendimento médio real, que aumentou 7,7% de 2003 para 2007 – de R$ 1.062,40 para R$ 1.143,72 -, mas ainda não atingiu a média de 2002 (R$ 1.205,39, mas, neste caso, levando-se em consideração apenas os dados na média de março a dezembro, já que não há resultados disponíveis para janeiro e fevereiro).


Segundo Azeredo, os dados de 2007 em relação a 2003 são fortemente positivos porque “2003 foi um ano delicado, um buraco negro”, ou seja, a base de comparação é fraca. De acordo com o estudo, a taxa média de desemprego nas seis regiões caiu de 12,3% em 2003 para 9,3% em 2007. Em 2002, levando-se em consideração a média dos meses de março a dezembro, a taxa foi de 11,7%.


De acordo com a pesquisa, enquanto na média de 2007 os ocupados com carteira assinada eram 42,4% da população ocupada total, em 2003 o porcentual era menor, de 39,7%. Além disso, o contingente de trabalhadores que contribuem para a Previdência, que era de 61,1% dos ocupados em 2003, subiu a 64,1% em 2007.


Ainda no período pesquisado, houve um aumento da participação de trabalhadores com mais de 50 anos no mercado de trabalho, passando de 16,8% do total de ocupados, em 2003, para 19,1% em 2007. No mesmo período, o porcentual de ocupados na faixa de 18 a 24 anos caiu de 16,8% para 15,6%.


Desigualdades


Apesar das melhorias apuradas pelo IBGE no mercado de trabalho em 2007, em relação a 2003, algumas desigualdades persistiram, segundo destacou o gerente da pesquisa do instituto.


Em 2003, as mulheres recebiam o equivalente a 70,8% dos salários dos homens e, em 2007, passaram a receber 70,5%. “O rendimento permanece aquém, ainda que as mulheres estejam mais presentes no mercado de trabalho”, disse Azeredo.


Quanto à raça, um trabalhador negro ou pardo recebia o equivalente a menos da metade, ou 49,6%, do rendimento de um trabalhador branco em 2007. A situação melhorou em relação a 2003, quando essa proporção era de 48,5%, embora a diferença ainda seja gritante.

    


 


 


 


 

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