Reforços ao longo do caminho (Jornal do Commercio de 01 de outubro de 2012)

Compartilhe:

Antonio Oliveira Santos

Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

Os 185 anos do Jornal do Commercio configuram uma oportunidade ímpar para se enaltecer não só a importância do veículo que, ao reportar informações estratégicas para o desenvolvimento do empreendedorismo, consolidou seu lugar no cotidiano de todos os operadores do comércio de bens, serviços e turismo, mas também a própria evolução da atividade comercial em nosso País.

Antonio Oliveira Santos

Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

Os 185 anos do Jornal do Commercio configuram uma oportunidade ímpar para se enaltecer não só a importância do veículo que, ao reportar informações estratégicas para o desenvolvimento do empreendedorismo, consolidou seu lugar no cotidiano de todos os operadores do comércio de bens, serviços e turismo, mas também a própria evolução da atividade comercial em nosso País.

Desde 1827, ano de criação do Jornal do Commercio, o Brasil passou por profundas mudanças. Já na fase inicial de formação do País, estava em curso a guinada de suas raízes rurais para um perfil urbano. Uma época efervescente, sem dúvida, já que nela se estabeleceram os processos sócioeconômicos que moldariam, dali por diante, as diretrizes da nação.

Pouco a pouco, a sociedade foi se organizando em centros urbanos e as cidades, por sua vez, começavam a tomar fisionomia própria, de características mercantis a princípio, dada a influência histórica que o tráfego marítimo exerceu. Muitas “corporações” surgiram neste período e visavam, principalmente, reunir profissões, um reflexo de adaptação aos ideais do sindicalismo moderno que engatinhava mundo afora. Estes fatos marcam o início do desenvolvimento do comércio brasileiro e do movimento associativo empresarial, que ganharia força com as Associações Comerciais, que se multiplicariam por todo o território nacional. Em meio a tais transformações, surge a figura do homem de negócios.

Antes dele, cumpre destacar, já existia o mascate, vendedor ambulante que antecedeu o trem, as rodovias, levando as primeiras tintas de civilização ao interior do Brasil. Do Rio de Janeiro, em especial de seus portos, saíram os primeiros mascates rumo às localidades mais ermas do império.

Ao longo dos anos, o Brasil vivenciou o surgimento gradativo do sindicalismo, das associações profissionais, das câmaras, dos clubes de lojistas. Neste ambiente, nasce em 1945 a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), reconhecida desde então como a entidade máxima do empresariado comercial brasileiro. Aqui estamos comprometidos com o nosso País, com os empregadores que representamos, com os trabalhadores e, por conseguinte, com a sociedade em geral. No âmbito do comércio, o SESC e o SENAC mantêm as portas para o desenvolvimento. Nosso esforço institucional aponta para o avanço econômico e social.

O Mundo está em constante transformação e o comércio acompanha esse movimento. Após o aparecimento dos supermercados, shopping centers e outlets, assistimos à emergência da era do comércio eletrônico. Uma nova ponte para novos caminhos.

Os tempos de hoje exigem das empresas e entidades – como o Jornal do Commercio e a CNC – equilíbrio entre resultados e posturas responsáveis do ponto de vista ambiental e social. Entendemos e assumimos o compromisso de fomentar o crescimento do comércio de bens, serviços e turismo sem gerar passivos sociais e ambientais. Ou seja, produzir mitigando os impactos ambientais e investindo no desenvolvimento humano.

A economia brasileira possui os fundamentos necessários para continuar crescendo no longo prazo. Com o amadurecimento de uma nova classe média, que seguirá buscando um padrão de vida superior, certamente o consumo de bens e serviços se sedimentará como um dos principais pilares de sustentação da economia. O aumento do estoque de crédito em relação ao PIB e o alongamento dos prazos médios permitirão o acesso das famílias de menor renda ao consumo de bens duráveis. Estima-se que o Brasil tenha atualmente mais de 50% da população nessa classe. Em 2002, esse número era inferior a 40%.

Além disso, a elevação do nível de renda das famílias alimentará a expansão do consumo de serviços. Sendo assim, salvo choques negativos vindos de crises externas, o Brasil vai continuar crescendo ao longo dos próximos 30 anos, mantendo-se entre as principais economias do mundo.

Aos olhos da História, ações de instituições como o Jornal do Commercio e a CNC se entrelaçam. Ambos, cada qual na sua esfera de atuação, que na verdade se complementam, são reforços significativos na empreitada atemporal de desenvolvimento da nação. Em um sentido mais amplo, isto significa contribuir para a contínua melhoria, em todos os aspectos, da qualidade de vida de todos os brasileiros.

 

Jornal do Commércio, 01 de outubro de 2012

Leia mais

Rolar para cima