“Qual a inflação que amedronta o Banco Central?”

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No artigo intitulado “Os juros do Banco Central”, publicado pelo Jornal do Brasil, o ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas identifica uma contradição ostensiva entre a política monetária e a política fiscal.


“O governo está altamente empenhado em estimular o consumo e os investimentos. Conseguiu isso, durante a crise, apesar do crescimento zero em 2009. Para 2010, estima-se uma elevação do PIB entre 5% e 6%, porque os investimentos estão crescendo de 17% para 19% e os Bancos públicos (BNDES, BB e CEF) estão expandindo o crédito a toda força.

No artigo intitulado “Os juros do Banco Central”, publicado pelo Jornal do Brasil, o ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas identifica uma contradição ostensiva entre a política monetária e a política fiscal.


“O governo está altamente empenhado em estimular o consumo e os investimentos. Conseguiu isso, durante a crise, apesar do crescimento zero em 2009. Para 2010, estima-se uma elevação do PIB entre 5% e 6%, porque os investimentos estão crescendo de 17% para 19% e os Bancos públicos (BNDES, BB e CEF) estão expandindo o crédito a toda força. Aí, chega o Banco Central e diz que tudo isso pode gerar inflação e, portanto, é hora de elevar os juros para reprimir a demanda agregada (consumo e investimento)”, observa Ernane Galvêas, para quem não está claro se o que preocupa o BC é a inflação que vem de fora, da Bolsa de Commodities, dos preços administrados, dos alimentos ou da ação intempestiva da Vale, que duplicou o preço do minério de ferro. “No contexto da teoria e da prática econômica, o que se sabe é que os empresários começam a fazer novos planos de investimentos e a ampliar os investimentos antigos, a partir do momento em que o índice de capacidade ociosa se aproxima ou ultrapassa 85%. É nessa hora que o nosso BC decide refrear os investimentos, com a sua discutível taxa Selic. Se alguém está certo, alguém está errado. O Banco Central ou o Ministério da Fazenda?”.


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