Projeção de superávit cai US$ 5 bi

Compartilhe:

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3 


Facilitadas pelo dólar mais barato, as importações estão crescendo a um ritmo duas vezes superior ao das exportações, principalmente neste semestre, o que levou o governo a rever suas projeções para o comércio exterior neste ano. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou ontem uma diminuição de US$ 5 bilhões na estimativa de saldo da balança comercial a ser obtido até o final de dezembro.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3 


Facilitadas pelo dólar mais barato, as importações estão crescendo a um ritmo duas vezes superior ao das exportações, principalmente neste semestre, o que levou o governo a rever suas projeções para o comércio exterior neste ano. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou ontem uma diminuição de US$ 5 bilhões na estimativa de saldo da balança comercial a ser obtido até o final de dezembro. Segundo o ministro, o superávit deve ficar na casa dos US$ 40 bilhões e não mais em US$ 45 bilhões, valor do ano passado que o governo esperava ver repetido. Se for confirmada a estimativa, o superávit comercial será menor em US$ 6 bilhões na comparação com 2006.


“Não existe meta de saldo comercial ou de importações. Trabalhamos com meta de exportações, que continua mantida em US$ 155 bilhões. Aliás, estamos rumo a ela. O acumulado em 12 meses está em US$ 153,4 bilhões. Vamos chegar lá”, apostou o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat. No acumulado até setembro, os embarques somaram US$ 116,6 bilhões, com crescimento de 15,5% em comparação com igual período de 2006. Os desembarques foram de U$ 85,6 bilhões, com expansão de 28,3%. O saldo no período é de US$ 30,9 bilhões, queda de US$ 3,3 bilhões.


A diferença na velocidade de expansão de vendas e compras externas foi até maior no resultado isolado de setembro. No mês, as exportações foram de 14,2 bilhões, com crescimento de 18,6% em relação a setembro de 2006. Em valores absolutos, foi o segundo melhor resultado da história.


A média diária, de US$ 745,6 milhões, bateu o recorde. As importações foram de US$ 10,7 bilhões, com expansão de 38,8%. Com média diária de US$ 562,9 milhões, também as compras superaram o recorde anterior. O superávit mensal foi de US$ 3,5 bilhões, valor 22,3% menor que o registrado em igual mês do ano passado.


Segundo Meziat, as exportações foram influenciadas pela venda de duas plataformas de petróleo (P-52 e P-54) a um grupo holandês que explora a Bacia de Campos em conjunto com a Petrobras. Embora as plataformas não tenham deixado o País, a operação, de US$ 657 milhões, é contabilizada como de comércio exterior.


O secretário afirmou que, com a exclusão da venda das estatísticas, a média diária cairia para US$ 711 milhões, ainda assim uma marca inédita. As estatísticas sofreram impacto positivo também da venda de 25 aviões da Embraer para quatro países, no valor de US$ 682 milhões, e do embarque de minério de ferro, que rendeu US$ 891 milhões.


 


 


 

Leia mais

Rolar para cima