Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
A produção industrial no País cresceu 9,7% em fevereiro, em relação a igual mês de 2007. Foi a vigésima alta seguida nesta base de comparação. No acumulado do ano, o produção cresceu 9,2%, alta mais expressiva desde 2000, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
A produção industrial no País cresceu 9,7% em fevereiro, em relação a igual mês de 2007. Foi a vigésima alta seguida nesta base de comparação. No acumulado do ano, o produção cresceu 9,2%, alta mais expressiva desde 2000, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ante janeiro, houve recuo de 0,5% na produção, mas, na avaliação do coordenador de Indústria da instituição, Silvio Sales, mesmo com a retração o setor está estável.
“A indústria conquistou, a partir de outubro, patamar muito elevado de produção e vem se mantendo em torno desse nível, o que garante resultados elevados em relação ao ano anterior e estabilização na margem da série. Há sustentação de um elevado patamar produtivo”, disse Sales.
O economista destacou que nos 12 meses encerrados em fevereiro, a produção industrial acumulou alta de 6,9% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. “O resultado é o maior desde os 7,2% de maio de 2005, mas naquele ano ainda havia resquícios de 2004, quando a produção industrial cresceu 8,3%”, acrescentou Sales.
Em relação a fevereiro de 2007, o perfil de crescimento atingiu 22 atividades e 65% dos produtos pesquisados, sendo esse o mais elevado índice de difusão desde agosto de 2004.
Entre as atividades, os destaques ficaram com veículos automotores (24,5%), máquinas e equipamentos (18,9%), outros produtos químicos (12,5%), metalurgia básica (11,7%) e alimentos (5,9%).
Ainda na comparação com o segundo mês de 2007, os índices por categorias de uso confirmaram a liderança de bens de capital (25%). Este desempenho foi sustentado por todos os seus subsetores.
“Um aspecto importante é que a produção de bens de capital continua avançando acima da média da indústria. Isso cria capacidade de oferta à frente e expressa também otimismo por aqueles que estão encomendando máquinas e equipamentos. Há um ciclo de investimento em curso e a demanda interna continua sendo o principal elemento impulsionador desse desempenho”, afirmou o coordenador de Indústria do IBGE.
A produção de bens de consumo duráveis registrou sua taxa mais elevada desde junho de 2005 (20,7%), influenciada principalmente pela produção de automóveis (26,9%), celulares (31,4%) e eletrodomésticos (12,4%). O setor de bens intermediários (10,4%) avançou em ritmo superior à média nacional. Única com desempenho abaixo da média global, a categoria de bens de consumo semi e não duráveis (1%) mostrou o 14º resultado positivo consecutivo nessa comparação, com a maior contribuição vinda do subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (2,8%).
Na comparação com janeiro, dos 27 ramos pesquisados, 13 registraram recuo frente a janeiro, com destaque para a pressão negativa de farmacêutica (-33,2%), resultado que reflete os efeitos de uma paralisação técnica em importante empresa do setor. O nome da empresa não foi citado por Sales. O grupo alimentos, que recuou 1,8% após acumular 5,9% de crescimento nos dois meses anteriores, também influenciou o índice negativamente. Entre as atividades com acréscimo no indicador, destacaram-se material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,2%).
Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis registrou a queda mais acentuada entre as categorias de uso, -3,9%, após aumento de 2,6% no mês de janeiro. A produção de bens intermediários ficou no mesmo patamar, com ligeira queda de 0,2%, após dois meses de resultados positivos, quando acumulou 2,4% de expansão. Os setores de bens de capital (3,1%) e bens de consumo duráveis (0,9%) prosseguiram com crescimento.
No primeiro bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007, a indústria avançou 9,2%, com 22 atividades apontando crescimento. A fabricação de veículos automotores manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, com alta de 24,3%. O segmento de máquinas e equipamentos, onde o avanço de 14,4% foi influenciado pelo item máquinas para colheita, também influenciou positivamente a taxa.
Por categoria de uso, ainda no indicador acumulado no ano, o aumento no início de 2008 confirmou o padrão de crescimento de 2007. Os maiores resultados ficaram com bens de capital (19,9%) e bens de consumo duráveis (18,1%), ambos com ritmo de crescimento duas vezes maior que a média global. O setor de bens intermediários assinalou expansão igual à média da indústria (9,2%), ficando bens de consumo semi e não duráveis, com taxa de 3,5%, abaixo da média.