Pressionado por alta dos alimentos, IPCA-15 sobe 4,36% em 2007

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


Do mesmo modo que outros índices de inflação divulgados em dezembro, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) do IBGE teve alta causada sobretudo pela pressão do preço dos alimentos.


O índice fechou 2007 com alta de 4,36%, superior ao registrado em 2006 (2,96%). No acumulado do ano, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 10,09%.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


Do mesmo modo que outros índices de inflação divulgados em dezembro, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) do IBGE teve alta causada sobretudo pela pressão do preço dos alimentos.


O índice fechou 2007 com alta de 4,36%, superior ao registrado em 2006 (2,96%). No acumulado do ano, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 10,09%. Os itens Despesas Pessoais e Saúde e Cuidados Pessoais também subiram mais que a inflação do IPCA-15 no acumulado do ano: 6,19% e 4,49%, respectivamente.


O feijão foi o item que subiu mais de acordo com o índice, com alta de 103,96%. Os outros destaques foram batata inglesa (70,43 %), leite e derivados (20,52 %), carnes (18,09 %) e frango ( 14,71%).


O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e é considerado uma prévia para o índice fechado, que é usado pelo governo para estabelecer a meta de inflação do país. Neste ano, a meta é 4,5%.


O economista Juarez Rizzieri, pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), afirma que seguramente a meta de inflação será alcançada com menos folga que no ano passado. Em 2006, o IPCA ficou em 3,14%, mais de um ponto abaixo da inflação projetada pelo governo, de 4,5%.


Rizzieri prevê que o preço dos alimentos não repita o mesmo desempenho deste ano. “Em 2008, a previsão é que a produção agrícola aumente 5,5%, o que significa que deve atender a demanda sem pressionar a inflação.”


Heron do Carmo, professor da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), entretanto, diz acreditar que o preço dos alimentos suba de novo em 2008, mas com intensidade bem menor. Por causa da desaceleração nos preços dos produtos agrícolas, ele prevê que a inflação do ano que vem recue ante 2007.


O professor da FEA afirma que a inflação deve ficar abaixo do que foi projetado pelo governo.


“Se considerarmos que tivemos um choque no preço dos alimentos, do petróleo e de outras commodities e, mesmo assim, tudo indica que a inflação ficará dentro da meta, eu diria que temos um cenário tranqüilo, ao contrário do que algumas pessoas interpretam”, disse o pesquisador.


Heron do Carmo projeta ainda que preços de serviços de médicos e pessoais devem subir no ano que vem. De acordo com a análise do pesquisador, o aumento nos preços pode acontecer porque o mercado de trabalho deve melhorar, com mais emprego, mais renda e melhores salários.


 


 


 

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