Pesquisa aponta queda na confiança do consumidor

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


A inflação dos alimentos acabou com o bom humor do consumidor brasileiro em setembro. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 0,3% no mês, ante agosto – sendo que, no mês passado, o índice registrou alta de 1% ante julho. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a queda de confiança foi maior entre as famílias de menor poder aquisitivo, em cujo orçamento os alimentos têm maior peso.


De acordo com a FGV, os consumidores mais pobres também estão preocupados com alguns sinais de piora no mercado de trabalho.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


A inflação dos alimentos acabou com o bom humor do consumidor brasileiro em setembro. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 0,3% no mês, ante agosto – sendo que, no mês passado, o índice registrou alta de 1% ante julho. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a queda de confiança foi maior entre as famílias de menor poder aquisitivo, em cujo orçamento os alimentos têm maior peso.


De acordo com a FGV, os consumidores mais pobres também estão preocupados com alguns sinais de piora no mercado de trabalho. Para cálculo do índice, foram pesquisados, entre os dias 31 de agosto a 20 de setembro, mais de 2.000 domicílios, em sete capitais. O coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da fundação (Ibre/FGV), Aloisio Campelo, explicou que a disparada dos preços dos alimentos derrubou as avaliações dos entrevistados sobre o cenário atual.


O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que caiu 4,4% em setembro, ante aumento de 1,3% em agosto; e o Índice de Expectativas, que teve elevação de 2% esse mês, ante alta de 0,8% em agosto. De acordo com o economista, mesmo com o bom resultado nas respostas sobre as expectativas, a queda do indicador sobre situação atual foi muito intensa, e acabou conduzindo a uma taxa negativa no ICC.


Campelo comentou que uma queda de apenas 0,3% é considerada estabilidade, pela fundação. Entretanto, admitiu que o desempenho da confiança poderia ter sido melhor, não fosse a disparada dos preços dos alimentos no varejo.


Ao analisar a movimentação da taxa do ICC nas quatro faixas de renda pesquisadas pela fundação, o economista esclareceu que o indicador registrou queda de 1,6% na faixa de renda de até R$ 2.100, em setembro ante agosto. Em contrapartida, o ICC teve alta de 2,6% nos consumidores inseridos na faixa de renda acima de R$ 9.600. “Os consumidores de maior poder aquisitivo estão com a confiança em alta”, disse. Na análise de Campelo, perdeu força a influência negativa do cenário de turbulência dos mercados internacionais, que derrubou a confiança dos consumidores mais ricos no mês passado.


O levantamento divulgado ontem revelou boa notícia: a intenção do consumidor em comprar mais bens duráveis continua forte. De agosto para setembro, subiu de 15,4% para 18% a parcela dos consumidores interessados em comprar maior quantidade de bens duráveis nos próximos meses – o maior nível em 20 meses.


Outro dado favorável apontado pela FGV envolve o setor aéreo. Após quatro meses em queda, a parcela dos consumidores que pretendem viajar de avião nas férias voltou a subir, passando de 34,4% para 37,1%, de agosto para setembro.


Dia das Crianças


No Dia das Crianças deste ano a maioria dos consumidores pretende gastar o mesmo valor gasto no ano passado. Segundo a FGV, 67,5% dos pesquisados pretendem gastar em 2007 a mesma coisa que gastaram na mesma época, no ano passado. A maioria dos pesquisados (41,1%) pretende gastar preço médio entre R$ 21 e R$ 50 no presente deste ano. Entre os tipos de presente, novamente os brinquedos ocupam a primeira posição, sendo lembrados por 49,8% dos entrevistados como opção.


 

 


 




 

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