“Pode haver diferença pessoal entre o presidente da Câmara e o do Senado. O que não pode haver — e não haverá e o Brasil não permite — é a diferença das instituições, conflito entre a Câmara e o Senado. Isso não vai existir”. A declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi dada ontem, ao ser perguntado sobre posturas divergentes entre ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em relação ao Executivo.
“Pode haver diferença pessoal entre o presidente da Câmara e o do Senado. O que não pode haver — e não haverá e o Brasil não permite — é a diferença das instituições, conflito entre a Câmara e o Senado. Isso não vai existir”. A declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi dada ontem, ao ser perguntado sobre posturas divergentes entre ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em relação ao Executivo.
Ontem, Cunha afirmou que a Câmara poderá ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF), caso o projeto da Desoneração da folha (PLC n° 57/2015) sofra mudanças no Senado e vá para sanção sem passar pela Câmara. “Se usar emendas de mérito como se fosse de redação, muito provavelmente, a Câmara vai ingressar no STF para impedir a sanção. Iremos reagir antes da sanção presidencial, afirmou”.
O PLC 57 é o último projeto do ajuste fiscal proposto pelo Executivo, e a votação dele abrirá caminho para temas que já tramitam no Senado e têm ligação com os eixos da Agenda Brasil. Renan, que recebeu quarta-feira em seu gabinete os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, para debater a Agenda Brasil, afirmou que o Senado, com o gesto, sinaliza uma parceria em prol da retomada do crescimento do País. “A nossa parceria é com o Brasil. É a defesa do interesse nacional.
A Presidência do Senado é independente, e o mais recomendável neste momento é usar essa isenção e independência para defender o interesse do Brasil, disse Renan”. O senador deu entrevista após sessão de homenagem ao ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que morreu há um ano, vítima de acidente aéreo. Renan avaliou que o principal problema do País hoje é a falta de equilíbrio fiscal. “O Brasil não cabe mais no seu PIB. E a cada momento, como se isso não estivesse sendo levado em consideração, nós estamos compatibilizando mais despesas, mais despesas, mais despesas. Isso significa mais crise econômica e mais dificuldade na política, disse o presidente do Senado”.