Para Jefferson, BC é uma “ilha de racionalidade”

Compartilhe:

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles participa no dia de hoje de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A finalidade do encontro é ouvir do economista detalhes e diretrizes da política monetária implementada pelo governo federal e as perspectivas futuras, frente ao atual contexto nacional e internacional.


Durante o encontro, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) afimou que o Banco Central é uma “ilha de racionalidade” no país.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles participa no dia de hoje de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A finalidade do encontro é ouvir do economista detalhes e diretrizes da política monetária implementada pelo governo federal e as perspectivas futuras, frente ao atual contexto nacional e internacional.


Durante o encontro, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) afimou que o Banco Central é uma “ilha de racionalidade” no país. Ele elogiou o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, bem como toda a equipe da instituição, pela austeridade, coragem e independência na condução da política monetária.


Por causa dessa linha de política, avaliou o senador, Meirelles vinha sendo alvejado intensamente por políticos (inclusive da base do governo), empresários e sindicalistas. No entanto, persistiu na direção que considerava correta e agora o país está colhendo os resultados, com a inflação controlada sem prejuízos ao crescimento da economia, disse ainda Jefferson Péres.


Uma das provas do êxito, como observou, foi o país ter obtido o grau de investimento de agência internacional de avaliação de risco logo depois de o BC ter aumentado os juros, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Em seguida, lançou com sucesso novos títulos no mercado externo.


Os senadores César Borges (PR-BA) e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) também elogiaram a execução da política monetária. César Borges manifestou a expectativa de que a taxa de juros volte logo a cair, para que o ritmo de crescimento do país não seja freado. Para Antonio Carlos, o governo precisa praticar uma política fiscal mais apertada, de forma a contribuir para uma queda mais rápida das taxas de juros.


BC “agiu a tempo e a hora”


O presidente do Banco Central afirmou que as avaliações da instituição centradas no exame dos núcleos dos diversos grupos de preços revelaram uma tendência de alta da inflação. Por isso, como disse, teve de adotar medidas de política monetária para conter a tendência de alta. Meirelles justificava a decisão da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa Selic subiu em meio ponto percentual – de 11.25% para 11,75% -, o primeiro aumento desde maio de 2005.


– O Banco Central agiu a tempo e a hora. Portanto, a mensagem à Nação é de que o Banco tem a questão inflacionária sob controle – declarou.


200 mil novos empregos

Henrique Meirelles disse que, somente em março passado, foram criados no país cerca de 200 mil novos empregos no país. Segundo ele, a massa salarial cresce acima da inflação, assim como o crédito, o que demonstra, em sua avaliação, o grande impulso de crescimento da economia. O produto cresceu 6,2% no último trimestre do ano passado, frente ao igual período do ano anterior, como resultado de uma evolução da demanda de 8% – dos quais 1,8% supridos por importações.


Superávit fiscal

Meirelles classificou de “virtuosa” a discussão sobre possível aumento da margem do superávit fiscal, hoje de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A idéia foi levantada pelo presidente da CAE, Aloizio Mercadante (PT-SP), como alternativa para, como esclareceu, aliviar a sobrecarga sobre a política monetária, como único instrumento de controle inflacionário.


No entanto, Meirelles evitou aprofundar a discussão da idéia. Segundo ele, cada área do governo é responsável por suas ações específicas e o BC procura se guiar por uma norma de respeito à competência de cada uma. Limitou-se a reconhecer que um aumento no superávit é uma componente importante sobre a taxa de juros.


Compromisso do BC: combater a inflação

O presidente da CAE, Aloizio Mercadante (PT-S), encerrou a audiência em que, por mais de três horas, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, debateu a condução da política monetária com integrantes do colegiado. Na mensagem final, Meirelles disse que o BC fará o necessário para manter a inflação sob controle.


– É esse o nosso compromisso com o presidente [da República], com o país e com essa Casa – disse ele, para salientar em seguida que, nesse caminho, o BC ajuda a criar condições para o crescimento do país.


CNC, 13 de maio de 2008.

Leia mais

Rolar para cima