Para empresários, corte na Selic pode aquecer economia

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A Selic em 9,25% ao ano é o menor nível da série histórica, em termos nominais, da taxa básica de juros no País. A medida tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 10 de junho é vista por empresários do comércio como um bom passo em direção ao reaquecimento econômico do país.


“Nossa economia necessita de juros mais baixos, mas a decisão de reduzir para 9,25% ao ano já sinaliza a predisposição do governo em criar um ambiente de negócios favorável ao consumo e aos investimentos”, destaca Renato Rossi, presidente da Fecomércio-MG.

A Selic em 9,25% ao ano é o menor nível da série histórica, em termos nominais, da taxa básica de juros no País. A medida tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 10 de junho é vista por empresários do comércio como um bom passo em direção ao reaquecimento econômico do país.


“Nossa economia necessita de juros mais baixos, mas a decisão de reduzir para 9,25% ao ano já sinaliza a predisposição do governo em criar um ambiente de negócios favorável ao consumo e aos investimentos”, destaca Renato Rossi, presidente da Fecomércio-MG. A entidade entende que a economia precisa voltar a crescer para garantir emprego e renda, e, neste momento, a força está no mercado interno. “Portanto, todas as ações devem estar voltadas para o estímulo da economia interna. A redução da Selic em um ponto percentual é um passo de grande importância neste sentido”, complementa.


Para o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, o consumo tem sido o amortecedor dos efeitos negativos da crise internacional. “Com esta decisão, o Banco Central fortalece a luta das empresas pela redução do custo do crédito e contribui para os investimentos necessários ao aproveitamento desse potencial”, diz. De acordo com dados obtidos pelo site Qualicred, da própria federação, os juros médios para capital de giro dos cinco maiores bancos do país no final de maio era de aproximadamente 29% ao ano, o que representa um valor três vezes maior que a taxa básica anual.


O governo deve continuar baixando a Selic, sugere a Fecomercio-SP. A entidade destaca que existe muito espaço ainda para reduzir o spread e, conseqüentemente, os juros ao consumidor final, que no primeiro trimestre deste ano estava em média para pessoa jurídica 30% e para pessoa física 53%, sendo que o spread corresponde a cerca de 70% dessas taxas.


Carlos Thadeu de Freitas, chefe da  Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), destaca que a decisão foi tomada à frente do mercado. Segundo ele, a expectativa é de que a Selic fique entre 9% e 8,75% até o fim do ano, e pode surtir efeito positivo junto aos bancos, que podem cortar juros de empréstimos.


Na reunião anterior, em 29 de abril, o corte também havia sido de 1 ponto porcentual. Em 11 de março, a redução dos juros foi mais agressiva, de 1,5 ponto, e na primeira reunião do ano, em 21 de janeiro, a taxa caíra 1 ponto. Neste ano, o juro básico acumula uma redução de 4,5 pontos porcentuais. O Copom voltará a se reunir para decidir sobre a taxa básica de juros nos dias 21 e 22 de julho deste ano. A ata com as explicações da decisão de hoje será divulgada pelo Banco Central na próxima quinta-feira, dia 18 de junho.

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