O menor desemprego desde 2002

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Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-5 


A taxa de desemprego no Brasil atingiu em 2007 seu nível mais baixo desde que começou a ser calculada pela metodologia atual, em 2002. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego no ano passado ficou em 9,3%, queda de 0,7 ponto percentual ante 2006, quando estava em 10%.

Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-5 


A taxa de desemprego no Brasil atingiu em 2007 seu nível mais baixo desde que começou a ser calculada pela metodologia atual, em 2002. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego no ano passado ficou em 9,3%, queda de 0,7 ponto percentual ante 2006, quando estava em 10%. Espeficicamente em dezembro, a taxa, de 7,4%, também foi a mais baixa da série histórica iniciada em 2002, um ponto percentual abaixo da registrada em igual mês do ano precedente (8,4%). O rendimento médio real do trabalhador foi a R$ 1.164,00 em 2007, acréscimo de 2,3% sobre o ano anterior.


A PME analisa dados de seis regiões metropolitanas do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. De acordo com o IBGE, de 2003 a 2007 a taxa de desemprego caiu ano a ano, exceto em 2006, quando os 10% apurados superaram o percentual do ano anterior, de 9,8%.


O nível de ocupação cresceu 0,4% em 2007. Na média, 51,6% da população estavam ocupados no último ano. Na comparação com 2003, o crescimento foi de 1,6% no índice. Da população ocupada, 42,4% tinham carteira assinada no setor privado, 13,9% não tinham carteira assinada, 19,4% trabalhavam por conta própria, 4,8% eram empregadores, 8,2 eram trabalhadores domésticos e 7,3% eram militares ou funcionários públicos estatutários.


O número de contribuintes para a Previdência também aumentou. De 2006 para 2007, o número destes trabalhadores cresceu 4,8%, dos quais 57,3% eram homens e 42,7% mulheres. Com relação à idade, verificou-se que 15,3% dos contribuintes tinham de 18 a 24 anos, 66,9% tinham de 25 a 49 anos e 17,1% tinham 50 anos ou mais de idade.


Renda


A média anual do rendimento mensal habitualmente recebido cresceu 3,2% de 2006 para 2007.


A maior alta foi na região metropolitana do Rio de Janeiro (5,8%) e a menor, em São Paulo (1,8%). Em relação a 2003, a renda nacional cresceu 7,7% no ano passado. Nessa comparação, Belo Horizonte teve maior crescimento (10%) e São Paulo permaneceu como menor (6,6%).


A pesquisa mostrou que as mulheres ganham cerca de 70% do que os homens recebem. O rendimento de trabalho delas é de R$ 927,09, enquanto homens ganham R$ 1.314,43, em média. A média mensal do rendimento dos homens em 2007 cresceu 3,3%, mesma variação apurada para mulheres. Em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, a variação para as mulheres foi maior que a dos homens.


O rendimento aumentou em todas as formas de inserção, incluindo os trabalhadores por conta própria e os não registrados. O mesmo ocorreu nos grupamentos de atividade, que apresentaram ganho no poder de compra. Os rendimentos de funcionários da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, água e gás cresceram 4,2% no último ano, em relação a 2006. Os profissionais da construção ganharam em média 7,1% a mais. Empregados do comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis receberam mais 2,3%.


Os ganhos dos membros do setor de serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira aumentaram 0,7%. Trabalhadores de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social tiveram alta de 3,9%. O setor de serviço doméstico apurou crescimento de 5,3% e o chamado outros serviços, de 3,2%.


Uma análise da pesquisa entre 2003 e 2007 também mostra aumento da presença dos trabalhadores com 50 anos ou mais no mercado de trabalho – eles eram 16,8% da população ocupada, em 2003, e subiram para 19,1% em 2007. No mesmo período, o percentual dos trabalhadores na faixa de 18 e 24 anos de idade diminuiu de 16,8% para 15,6%.


Na região metropolitana de Recife, a participação da população ocupada na faixa de 25 a 49 anos aumentou de 64,3% em 2003 para 66,0% em 2007, e a de 50 anos ou mais passou de 16,0% em 2003 para 17,7% em 2007.


 

 




 

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