Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
O volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados caiu 5,9% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação a igual período do ano anterior. O recuo no acumulado de janeiro a maio deste ano é o primeiro registrado no período desde 1999.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
O volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados caiu 5,9% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação a igual período do ano anterior. O recuo no acumulado de janeiro a maio deste ano é o primeiro registrado no período desde 1999. Ao todo, foram devolvidos 20,7 cheques sem fundos por mil compensados, enquanto no período equivalente de 2006, o volume foi de 22 cheques devolvidos a cada mil compensados.
De janeiro a maio deste ano, a soma dos cheques devolvidos atingiu 13,5 milhões, ante 16,1 milhões em igual período de 2006, queda de 16,14%. Neste ano, em igual período, foram compensados 654,9 milhões de cheques, contra 734,5 milhões de janeiro a maio de 2006. Os números fazem parte do último levantamento realizado pela Serasa em todo o País.
Em maio deste ano, houve queda no volume de cheques devolvidos por mil compensados, quando comparado a maio de 2006. O recuo no período foi de 5,5%: foram devolvidos 22,4 cheques a cada mil compensados, contra 23,7, em maio de 2006.
O total de cheques compensados no quinto mês deste ano somou 131,4 milhões, e 2,9 milhões foram devolvidos duas vezes por insuficiência de fundos. Os cheques compensados em maio de 2006 totalizaram 153,2 milhões, e os devolvidos por falta de fundos somaram 3,6 milhões.
Na relação com abril deste ano, no entanto, o volume de cheques devolvidos na proporção dos mil compensados aumentou 13,1%. Em abril, houve 19,8 devoluções de cheques sem fundos a cada mil compensados. O total de cheques compensados, no quarto mês deste ano, foi de 128,4 milhões e o de devolvidos, 2,5 milhões.
Massa Salarial
Para os assessores da Serasa, a menor incidência na devolução de cheques sem fundos a cada mil compensados, nos primeiros cinco meses deste ano, foi influenciada pelo crescimento da massa de rendimentos do País, devido aos reajustes salariais da maioria das categorias profissionais terem ocorrido acima da inflação, ao aumento do nível de emprego e à expansão da economia.
Vale ressaltar que, na comparação anual (maio de 2007 com maio de 2006), o recuo verificado em maio é o nono consecutivo, dando prosseguimento a uma tendência de queda do indicador de cheques sem fundos que se iniciou em setembro do ano passado. Já o maior número de dias úteis em maio, em relação ao mês anterior (abril), justifica o crescimento do volume de cheques devolvidos no período.