No ano, superávit já é 11% menor

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Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


Ministro diz que dólar baixo não afeta as exportações, que devem bater recorde em 2007. A balança comercial brasileira acumulou saldo positivo de US$ 483 milhões na primeira semana de outubro. O resultado ficou abaixo do obtido na semana anterior, quando somou US$ 1,4 bilhão. O montante apurado totalizou US$ 3,34 bilhões em exportações (média diária de US$ 668,6 milhões) e US$ 2,86 em importações (média de US$ 572 milhões por dia).

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Ministro diz que dólar baixo não afeta as exportações, que devem bater recorde em 2007. A balança comercial brasileira acumulou saldo positivo de US$ 483 milhões na primeira semana de outubro. O resultado ficou abaixo do obtido na semana anterior, quando somou US$ 1,4 bilhão. O montante apurado totalizou US$ 3,34 bilhões em exportações (média diária de US$ 668,6 milhões) e US$ 2,86 em importações (média de US$ 572 milhões por dia). Em 2007, a balança acumula um superávit de US$ 31,43 bilhões, o que representa uma queda de 11,1% em relação a igual período do ano passado (US$ 35,34 bilhões).


“Exportações firmes”


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, rechaçou ontem, em São Paulo, a possibilidade de o câmbio valorizado afetar o desempenho das exportações nacionais no próximo ano. “As exportações estão firmes. Não se prevê nenhuma dificuldade adicional. Em 2008, elas devem repetir o mesmo desempenho de crescimento deste ano”, disse ele, que espera vendas externas de US$ 150 bilhões ao final deste ano, acima, portanto, do ano passado, quando fecharam em US$ 137,8 bilhões.


Já para o saldo a estimativa é menor, em torno de US$ 40 bilhões – no ano passado foram US$ 46 bilhões. Analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimam que a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 42 bilhões.


O ministro afirmou também não acreditar nas projeções que apontam o dólar nos próximos meses abaixo de US$ 1,80.


“Estou ouvindo isso há mais ou menos um ano. Vou esperar para ver o que acontece realmente na vida real. Os analistas têm errado muito”, argumentou o ministro depois de participar do almoço de abertura do Ciclo de Conferências 2007-2008, na Câmara de Comércio Brasil-Líbano.


Para ele, a manutenção do dólar em torno de US$ 1,80 favorecerá a indústria ao impulsionar as importações de máquinas e equipamentos. “Estamos importando para as indústrias se modernizarem, aumentarem a produtividade, a eficiência e a qualidade. Estamos preparando as indústrias para um salto de qualidade e de produção.”


Países árabes


Durante o evento, Miguel defendeu também uma maior aproximação comercial entre o Brasil e os países árabes, em especial o Líbano, que responde por 3% das exportações para a região e 0,3% das vendas totais. Segundo ele, cerca de 60% de tudo que é embarcado para os países árabes tem como destino a Arábia Saudita (20%), o Egito (19%) e os Emirados Árabes Unidos (18%). Em dez anos as exportações para a região passaram de US$ 1,7 bilhão para US$ 6,7 bilhões.


 

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