Durante teleconferência realizada pela Confederação Nacional do Comércio no dia 7 de abril, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento – Relatório Brasil, um trabalho inédito, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo analisar e incrementar o potencial competitivo das principais localidades turísticas do país.
Durante teleconferência realizada pela Confederação Nacional do Comércio no dia 7 de abril, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento – Relatório Brasil, um trabalho inédito, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo analisar e incrementar o potencial competitivo das principais localidades turísticas do país. Para isto, o Ministério fechou parcerias com o Senac, para a formação de mão-de-obra qualificada, e o Sebrae, que ajudará na divulgação dos trabalhos juntos aos micro e pequenos empresários.
Além da ministra, participaram da mesa de abertura do evento o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco,o presidente da Confederação Nacional do Comércio e dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, Antonio Oliveira Santos, o diretor-presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, e o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal.
Em seu discurso, na abertura da teleconferência, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, ressaltou o trabalho realizado há anos pela Entidade no desenvolvimento do turismo no Brasil, através do Sesc e do Senac, cujas ações foram intensificadas a partir de 2003, época da criação do Ministério do Turismo. “Em 2007, o Senac, braço de formação profissional do Sistema CNC, formou 158 mil profissionais em áreas ligadas ao turismo”, disse. Segundo Oliveira Santos, o Sesc, em suas unidades, espalhadas por todo o país, disponibiliza mais de 15,5 mil leitos para turistas de todas as classes sociais.
Para a ministra, o Estudo, inédito, contribuirá para que as principais localidades turísticas possam mensurar seu potencial no desenvolvimento da região, movimentando a economia local. Segundo ela, ”pela primeira vez, o Brasil passará a ter um histórico da evolução dos municípios, do ponto de vista turístico”, afirmou, acrescentando: “Temos em mãos um instrumento valioso, cuja palavra-chave é planejamento”.
O presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Albano Franco, falou sobre a importância do documento elaborado pelo Ministério do Turismo: “O Estudo vai colaborar para que possamos atingir a meta estipulada pelo Plano Nacional de Turismo, de fazer com que o Brasil possua, até 2010, cerca de 7 milhões de turistas”. Já o secretário de Políticas do Turismo do Ministério do Turismo, Airton Pereira, acredita que o estudo permitirá um melhor redirecionamento de recursos públicos, beneficiando os setores que mais precisam de investimentos urgentes. “Este levantamento é um marco na gestão do turismo no país. A partir de agora será mais fácil encontrar soluções mais rápidas para alavancar o desenvolvimento da atividade”, disse o diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
Estudo de Competitividade
O documento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas é dividido em cinco macro-dimensões: Infra-estrutura, Turismo, Políticas Públicas, Economia e Sustentabilidade, que correspondem aos ambientes em que a atividade turística se desenvolve. Cada grupo foi subdividido em 13 dimensões e estas, em 61 variáveis. Então, especialistas opinaram sobre o peso que cada variável deveria ter, considerando a sua importância para o desenvolvimento do turismo e as características de cada um dos destinos.
O diagnóstico identificou que os destinos analisados têm nível 3 de desenvolvimento, em uma escala de 1 a 5. As localidades analisadas alcançaram 52,7 pontos na média nacional – 58,7 pontos para as capitais e 48,3 para os demais municípios. As dimensões que mais contribuíram para a pontuação da média nacional foram Infra-Estrutura (61,8 pontos), Acesso (61,6 pontos), Aspectos Ambientais (59,0 pontos), Aspectos Sociais (57,2 pontos), Economia Local e Atrativos Turísticos (empatados com 56,9 pontos).
A seleção dos 65 destinos considerou informações encaminhadas por todos os Estados. A partir daí, o Ministério do Turismo selecionou os locais que seriam priorizados para receber investimentos técnicos e financeiros, de acordo com a capacidade de atrair e distribuir significativo número de turistas para o seu entorno e dinamizar a economia da região.