Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-1
Analistas do mercado financeiro fizeram ajustes nas previsões dos principais indicadores da economia brasileira, segundo o boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem.
Para os juros, foi mantida a projeção de que a taxa Selic terminará 2008 em 10,75% ao ano. Está em 11,25% desde setembro.
Os analistas esperam expansão de 5,20% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2007, maior que os 5,19% esperados antes.
Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-1
Analistas do mercado financeiro fizeram ajustes nas previsões dos principais indicadores da economia brasileira, segundo o boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem.
Para os juros, foi mantida a projeção de que a taxa Selic terminará 2008 em 10,75% ao ano. Está em 11,25% desde setembro.
Os analistas esperam expansão de 5,20% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2007, maior que os 5,19% esperados antes. Para 2008, a projeção foi mantida em 4,50%.
Em relação à inflação, os analistas esperam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) de 2007 fique em 4,39%. Há um mês, a previsão era de 4,10%. Para este ano, a expectativa é de 4,30%.
Crédito com desconto em folha representa 57% do total oferecido pelos bancos no país
Os empréstimos com desconto em folha de pagamento já representam 57% de todo o crédito pessoal oferecido pelas instituições financeiras no país, segundo dados do Banco Central.
Ampliado em 2003, no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Sliva, o instrumento foi um dos responsáveis pela expansão na oferta de financiamentos ocorrida nos últimos anos.
Em novembro do ano passado -dado mais recente disponível-, os chamados empréstimos consignados liberados pelos bancos somavam R$ 63,922 bilhões, um aumento de 35% ante o saldo de novembro de 2006. No mesmo período, os financiamentos direcionados a pessoas físicas como um todo registraram alta de 24,7%.
A maioria dos interessados nessa modalidade de crédito tem alguma ligação com o governo: ou são servidores públicos ou pensionistas do INSS. Esse grupo de pessoas respondia por R$ 63,922 bilhões de empréstimos com desconto em folha oferecidos pelos bancos -87% do total. Os trabalhadores do setor privado possuíam saldo de R$ 8,262 bilhões.
O interesse no crédito consignado é grande por causa das baixas taxas de juros. Enquanto num financiamento tradicional a taxa média praticada pelos bancos é de 61,5% ao ano, nos empréstimos com desconto em folha os juros são de 29,0%.
Os bancos dizem que as baixas taxas cobradas no crédito consignado refletem o menor risco de inadimplência. Como as prestações do empréstimo são descontadas no salário -ou na aposentadoria- do devedor, o risco de calote fica perto do zero. Na média, o nível de inadimplência do financiamento a pessoas físicas é de 7,1%.
Estabilidade
Além disso, as instituições financeiras têm interesse maior em emprestar para funcionários públicos e aposentados pela estabilidade que essas pessoas têm. No caso dos empregados do setor privado, o risco de inadimplência existe por causa da possibilidade de o devedor ser demitido antes de terminar de quitar seu financiamento.
Devido aos custos menores, os empréstimos com desconto em folha de pagamento foram um dos principais fatores a impulsionar a expansão do crédito no país. Em novembro, o total de financiamentos bancários disponíveis no país representava 34,3% do PIB (Produto Interno Bruto), nível mais elevado em 12 anos.