Meirelles diz que não é função do BC tabelar tarifas

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O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que a regulação promovida pelo BC relacionada a tarifas bancárias tem como objetivo promover a concorrência entre as instituições financeiras. Em audiência da Comissão de Defesa do Consumidor, Meirelles reforçou que não é função do Banco Central tabelar as tarifas e sim estabelecer critérios para a cobrança.


Após apresentar informações relativas a tarifas bancárias e à concentração de empresas no mercado financeiro, Meirelles foi questionado pelos parlamentares da comissão.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que a regulação promovida pelo BC relacionada a tarifas bancárias tem como objetivo promover a concorrência entre as instituições financeiras. Em audiência da Comissão de Defesa do Consumidor, Meirelles reforçou que não é função do Banco Central tabelar as tarifas e sim estabelecer critérios para a cobrança.


Após apresentar informações relativas a tarifas bancárias e à concentração de empresas no mercado financeiro, Meirelles foi questionado pelos parlamentares da comissão. O deputado Ivan Valente (Psol-SP), um dos autores do requerimento para realização da audiência, avaliou que há uma omissão do BC e do Ministério da Fazenda em relação às tarifas. “As tarifas não baixaram nos últimos anos, e não há possibilidade real de o consumidor conseguir uma tarifa mais baixa sozinho. O governo precisa baixar normas para isso”, disse Valente.


O deputado criticou o fato de os cidadãos precisarem recorrer à Justiça contra as tarifas bancárias. “Há uma enorme irritação da população com o que vemos no sistema financeiro brasileiro, que tem altos lucros, aumento nas tarifas reais e maus serviços prestados. Não há concorrência. Há cartel”, disse.


Informações ao consumidor

Como exemplo das dificuldades enfrentadas pelo consumidor, Ivan Valente apresentou um folder de uma instituição bancária com informações relativas às tarifas. Ele ironizou a informação divulgada, afirmando que nem usando seus óculos de leitura seria possível enxergar os números e compreender as informações.


Agência Câmara, 20 de junho de 2007.

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