As medidas de combate à crise e estímulo ao crescimento econômico anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram bem recebidas por especialistas e empresários do comércio. Cerca de 70 itens de bens de capital terão redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de dezembro deste ano. O ministro também anunciou a prorrogação das desonerações para veículos, produtos da linha branca, material de construção, motos, trigo, farinha e pão francês, além da redução da TJLP e do custo de empréstimos da União para o BNDES.
As medidas de combate à crise e estímulo ao crescimento econômico anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram bem recebidas por especialistas e empresários do comércio. Cerca de 70 itens de bens de capital terão redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de dezembro deste ano. O ministro também anunciou a prorrogação das desonerações para veículos, produtos da linha branca, material de construção, motos, trigo, farinha e pão francês, além da redução da TJLP e do custo de empréstimos da União para o BNDES.
O chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, acredita que a redução do IPI sobre bens duráveis anima as vendas do comércio varejista. Para ele, é possível que, com a prorrogação do imposto para eletrodomésticos de linha branca, automóveis e materiais de construção, os resultados do varejo e do varejo ampliado (veículos e material de construção) de 2009 venham acima do inicialmente esperado. “Os varejistas vão reduzir os preços e aumentar as vendas, apesar da dificuldade de crédito”, diz. De acordo com Fábio Bentes, economista da Divisão Econômica da CNC, o setor esperava crescer neste ano 4% em relação ao ano passado, percentual foi revisto para 4,3% logo após o anúncio das medidas. “Como as medidas de isenção do IPI vão continuar em vigor, esperamos um impacto no comércio de 0,5% até o final do ano”, destacou. Bentes afirma que o comércio também aposta que a ampliação do crédito, sobretudo para pessoa jurídica, terá impacto positivo nas vendas.
A Fecomercio-SP apóia as medidas do governo, com base no primeiro semestre do ano. Segundo o Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela entidade, ocorreu uma queda real de preços nos produtos onde houve desoneração, inclusive abaixo do comportamento do índice geral, o que demonstra o peso que os impostos exercem sobre o poder de compra da população. “A diminuição de um único imposto pode reativar toda uma atividade econômica, evitando que a crise se reflita de forma muito intensa na economia, preservando o emprego”, afirma Abram Szajman, presidente da federação.
Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ, acredita que a prorrogação do IPI sobre bens duráveis representa um novo fôlego para as vendas do comércio varejista. “Mesmo considerando que muitos outros custos envolvam a venda de um produto, a diminuição do imposto para linha branca e automóveis já vem sendo identificada pela ponta do varejo no Estado do Rio de Janeiro”, afirma.
Para o assessor econômico da Fecomércio-RS, Carlos Cardoso, a redução de IPI ou de outro tributo é importante para qualquer setor. “Vale lembrar que temos uma carga tributária excessivamente alta, sem uma contrapartida na mesma proporção. Assim, os setores contemplados pelos incentivos tributários do governo, sem dúvida, serão beneficiados, especialmente neste momento de crise”, avalia.
Para os produtos da linha branca, a redução do IPI foi estendida até 31 de outubro. O IPI reduzido para automóveis valerá até 30 de setembro, com retorno gradual para as alíquotas anteriores em três meses. Para caminhões, o prazo foi prorrogado por mais seis meses, valendo até 31 de dezembro. A prorrogação da desoneração do IPI sobre materiais de construção será de seis meses, até 31 de dezembro de 2009. As motos terão a redução de Pis/Cofins prorrogada por mais três meses, e trigo, farinha de trigo e pão francês permanecem com a contribuição reduzida até 31 de dezembro de 2010. O total da renúncia fiscal estimada para 2009 com as novas medidas é de R$ 3,342 bilhões.