Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista recuou 0,5% na comparação com o mês imediatamente anterior, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE.
Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista recuou 0,5% na comparação com o mês imediatamente anterior, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE.
Entre os componentes da pesquisa, a Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) destaca a alta mensal das vendas de Equipamento e material para escritório de informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 3,1% e 1,3%, respectivamente. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, esses grupos apresentaram alta de 26,6% e 13,3%, respectivamente.
Para a CNC, tal resultado mostra que, mesmo com o nível alto de endividamento das famílias e um ritmo mais fraco de concessões, a oferta de crédito ainda permite o crescimento das vendas de bens duráveis no início do ano. “Além disso, a deflação implícita de 0,9% e 0,3%, respectivamente, também contribuiu para este resultado”, explica Bruno Fernandes, economista da Confederação.
O crescimento da renda real, baixo desemprego, menor pressão inflacionária e estabilidade do câmbio vêm sustentando um resultado positivo no início de 2012. No entanto, destaca a entidade, o elevado grau de endividamento das famílias ainda impede uma recuperação mais forte do ritmo de vendas do comércio varejista no período. “Esperamos que uma melhora do nível de comprometimento de renda das famílias além dos reais efeitos das medidas de incentivo ao consumo e do desaperto monetário implicarão na aceleração do ritmo de vendas a partir do segundo semestre, podendo o comércio varejista apresentar um crescimento de 7,0% nas vendas em 2012”, afirma Bruno Fernandes.
Não duráveis
O recuo mensal de 2,1% do componente Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo se deu principalmente pela base forte de comparação, visto que em janeiro o índice registrou alta de 8,4%. “O incremento de 11,8% em relação a fevereiro de 2011 e de 10,1% no acumulado do ano indicam que o crescimento da renda real e a menor pressão dos preços alimentícios sustentou uma recuperação do ritmo das vendas de bens não duráveis nos primeiros meses de 2012” finaliza Bruno Fernandes.