Mantega fala aos senadores sobre crise, poupança e IPI

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A desvalorização da moeda, as mudanças no rendimento da caderneta de poupança, os efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na arrecadação da União, estados e municípios, e a crise econômica serão debatidos, nesta quinta-feira (28), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A desvalorização da moeda, as mudanças no rendimento da caderneta de poupança, os efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na arrecadação da União, estados e municípios, e a crise econômica serão debatidos, nesta quinta-feira (28), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele participa de audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Serviços de Infraestrutura (CI); de Assuntos Sociais (CAS); e de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade.


O ministro tem dito que o real está valorizado, mas, em razão da crise internacional que tem desvalorizado o dólar, as exportações brasileiras têm sido prejudicadas. Ele disse que uma conseqüência da crise é que “o dólar está derretendo”, não só no Brasil, mas em relação a outras moedas. De acordo com Mantega, o governo brasileiro estuda medidas para estimular as exportações e conter a desvalorização da moeda americana.


Sobre mudanças na caderneta de poupança, Mantega tem dito, em entrevistas à imprensa, que o governo não tomará nenhuma medida que prejudique o poupador de menor renda. De acordo com o ministro, as medidas anunciadas, de tributar aplicações acima de R$ 50 mil, visam evitar a migração de grandes investidores para a poupança e garantir a estabilidade econômica, mantendo a trajetória de redução da taxa básica de juros (Selic).


Na ultima reunião de coordenação política, o ministro também disse que vários setores da economia reagiram bem aos incentivos dados pelo governo com a redução do IPI sobre produtos da linha branca – geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos.


Mantega afirmou ainda que o segundo trimestre está apresentando uma ligeira melhora na economia mundial e no sistema financeiro brasileiro, embora isso não signifique que “os problemas tenham sido superados”.


O debate nas comissões foi proposto pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Aloizio Mercadante (PT-SP), César Borges (PR-BA)e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).


Agência Senado, 25 de maio de 2009.


 

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