Para sua primeira reunião, a ser realizada nesta quinta-feira (12), a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade convidou quatro economistas: o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega; o professor da PUC-RJ José Márcio Camargo; o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Marcos Lisboa; e o professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro Luiz Schymura.
Para sua primeira reunião, a ser realizada nesta quinta-feira (12), a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade convidou quatro economistas: o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega; o professor da PUC-RJ José Márcio Camargo; o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Marcos Lisboa; e o professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro Luiz Schymura. O encontro será realizado a partir das 14h, na sala da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), localizada na Ala Alexandre Costa do Senado.
As taxas de juros do país, que estão entre as mais altas do mundo, são um dos temas a serem debatidos na reunião. Também estão na pauta os spreads bancários, que são a diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar recursos – por meio, por exemplo, de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) – e as taxas que essas instituições cobram ao emprestar esses mesmos recursos.
O sistema financeiro vem sendo criticado por manter grandes spreads, apesar de medidas governamentais como a redução dos depósitos compulsórios e da taxa básica (também chamada de taxa Selic), que deveriam estimular a diminuição dos juros cobrados. O presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), afirmou que o colegiado pretender analisar quais os motivos do aumento do spread – os bancos argumentam que uma das principais causas é a inadimplência dos tomadores de empréstimos.
Outro tema a ser discutido se refere à construção civil – e, portanto, aos programas habitacionais -, pois esse setor é considerado crucial para a manutenção e a geração de empregos. O governo federal também vem adotando medidas nessa área, como a liberação de mais recursos para o financiamento do setor. Ainda deve ser abordada na reunião a questão das exportações, que estão em queda.
Banco Central
A comissão presidida por Francisco Dornelles também pretende reunir-se, nos próximos dias, com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Essa instituição é responsável pela política monetária do país, o que inclui as decisões quanto à taxa básica de juros – os diretores do Banco Central reúnem-se nesta semana para decidir o nível dessa taxa, atualmente em 12,75% ao ano. Na semana passada, os integrantes da comissão encontraram-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Além de Francisco Dornelles, a comissão é formada pelos seguintes senadores: Aloizio Mercadante (PT-SP), Marco Maciel (DEM-PE), Pedro Simon (PMDB-RS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Agência enado, 9 de março de 2009.