Língua Portuguesa é tema de palestra do Conselho Técnico da CNC

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Em reunião do Conselho Técnico da CNC, realizada dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, o conselheiro Arnaldo Niskier proferiu a palestra “Em defesa da língua portuguesa”, sobre os desafios atuais do nosso idioma, falado por 280 milhões de pessoas em cinco continentes.

Defensor do Acordo promulgado pelo Decreto 6.583/1990, e em oposição declarada à tese de que o Brasil tenta uma nova forma de colonialismo cultural com a sua implantação, Niskier declarou que “na terra de Eça de Queirós há resistências incompreensíveis, retardando a unificação pretendida”.

Em reunião do Conselho Técnico da CNC, realizada dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, o conselheiro Arnaldo Niskier proferiu a palestra “Em defesa da língua portuguesa”, sobre os desafios atuais do nosso idioma, falado por 280 milhões de pessoas em cinco continentes.

Defensor do Acordo promulgado pelo Decreto 6.583/1990, e em oposição declarada à tese de que o Brasil tenta uma nova forma de colonialismo cultural com a sua implantação, Niskier declarou que “na terra de Eça de Queirós há resistências incompreensíveis, retardando a unificação pretendida”.

Segundo ele, enquanto isso se passa no plano internacional, no plano interno o Brasil sofre as consequências do “grande desleixo no uso da língua portuguesa, cujo exemplo maior pode ser o resultado das provas nos exames da OAB, em que se revela verdadeira catástrofe vernacular”.

Arnaldo Niskier destacou que o uso desordenado dos computadores revela uma degradação da língua portuguesa, estimulada pelo que chamou de “internetês”, linguagem que afasta os jovens da norma culta ou do padrão da língua.

Por outro lado, Niskier defendeu que não se pode condenar o discurso favorável à linguagem popular, que é uma realidade nas periferias das grandes cidades, mas também não se deve desprezar a norma culta, principalmente nas escolas, visto que nos concursos, cada vez mais numerosos, o que vale é o padrão culto da língua.

“O povo brasileiro, em geral, faz questão de acertar; o que falta é o acesso ao conhecimento. A norma culta não pode ser apregoada como inacessível”, finalizou Arnaldo Niskier, que também abordou as importantes questões da sobrevivência do livro impresso e da necessidade de uma reformulação dos cursos de formação de professores.

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