IPCA: projeção sobe na véspera do Copom

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Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-5


Diminui o otimismo do mercado financeiro com a inflação em 2008. Conforme a pesquisa Focus, divulgada ontem pelo Banco Central (BC), todas as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram elevação, reforçando as apostas na manutenção da taxa Selic em 11,25% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina amanhã.

Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-5


Diminui o otimismo do mercado financeiro com a inflação em 2008. Conforme a pesquisa Focus, divulgada ontem pelo Banco Central (BC), todas as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram elevação, reforçando as apostas na manutenção da taxa Selic em 11,25% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina amanhã. A alta do preço das commodities internacionais, principalmente diante da forte demanda asiática, ajudou a pressionar os números.


No levantamento, analistas elevaram a aposta para o IPCA em 2008 de 4,40% para 4,41%, na segunda alta seguida. A tendência de elevação é mais visível entre as chamadas instituições “Top 5” – as que mais acertam na pesquisa semanal do BC. Entre esses bancos, a projeção passou de 4,55% para 4,65%.


A alta das projeções chama a atenção principalmente após índices terem apresentado inflação mais baixa que o esperado em janeiro e nas prévias de fevereiro. “Apesar de os últimos números terem sido menores, o mercado olhou para frente e viu com preocupação o comportamento dos preços das commodities, tanto as agrícolas como as metálicas”, diz o economista-chefe do Banco Modal, Alexandre Póvoa.


Para Póvoa, a demanda asiática ainda é o principal motor da demanda por commodities no mundo. Ele explica que a negociação de preços do minério de ferro feita recentemente pela Vale mostra que a demanda continua elevada, principalmente na China. Nessa negociação, a Vale conseguiu elevar preços em até 65%.


“Com demanda aquecida, mais analistas passaram a olhar com desconfiança a trajetória dos preços no médio prazo”, diz o economista. Além do minério de ferro, Póvoa cita o milho e a soja como outras commodities que continuam pressionadas.


 


Câmbio. Entre os demais indicadores, após 14 semanas seguidas de números inalterados, os analistas reduziram a projeção para o dólar no final de 2008, de R$ 1,80 para R$ 1,79. O valor estava em R$ 1,80 desde novembro de 2007.


Os analistas esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha expansão de 4,5% neste ano e que a produção industrial cresça 5%, mesmas projeções do levantamento anterior. A projeção do PIB para o ano que vem foi reduzida de 4,06% para 4,03%.


Para 2008, a expectativa é que US$ 29 bilhões em investimentos estrangeiros entrem no País, contra os US$ 29,50 bilhões esperados anteriormente. A expectativa para a balança comercial é que ela termine o ano com o saldo positivo em US$ 30 bilhões.


 

 


 

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