IPCA-15 tem alta de 0,29%, com a pressão dos alimentos

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O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-11  


Os alimentos pressionaram a inflação em junho e levaram o Índice de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) a subir 0,29%, ante 0,26% em maio. A taxa foi superior à média esperada pelos analistas do mercado financeiro (0,25%). O grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 0,71% e contribuiu com mais da metade (ou 0,15 ponto porcentual) da taxa mensal.


No primeiro semestre, o índice acumulou alta de 2,18% e em 12 meses, de 3,44%.

O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-11  


Os alimentos pressionaram a inflação em junho e levaram o Índice de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) a subir 0,29%, ante 0,26% em maio. A taxa foi superior à média esperada pelos analistas do mercado financeiro (0,25%). O grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 0,71% e contribuiu com mais da metade (ou 0,15 ponto porcentual) da taxa mensal.


No primeiro semestre, o índice acumulou alta de 2,18% e em 12 meses, de 3,44%. O IPCA-15 é avaliado por economistas como uma espécie de prévia do IPCA, que é referência para as metas de inflação do governo (4,5% em 2007). Os dois índices são calculados pelo IBGE e diferem apenas no período de coleta.


A maior pressão individual sobre o IPCA-15 foi dada pelo leite pasteurizado, cujo preço do litro ficou 7,85% mais caro e gerou contribuição de 0,08 ponto na taxa mensal. Os queijos (2,13%), leite em pó (1,98%) e creme de leite (1,95%) também tiveram reajustes.


Outros fortes impactos no grupo de alimentos foram o quilo da cebola (18,82%), do feijão carioca (9,99%) e da batata-inglesa (6,10%) e a dúzia de ovos (2,96%). Esses aumentos refletiram no aumento das refeições fora de casa (1,21%).


Do lado dos não alimentícios, a principal alta no mês ocorreu em artigos de vestuário (1,08%, sob impacto dos reajustes de 1,24% nos calçados e 1,30% nas roupas femininas).


Os combustíveis, por sua vez, evitaram uma alta maior do IPCA, com deflação de 1,18%, garantida pelos recuos nos preços do álcool (-6,47%) e da gasolina (-,078%). Em contrapartida, houve redução nas despesas com combustíveis (-1,18%).


O analista Gian Barbosa, da Tendências Consultoria, disse que deverá revisar a previsão do IPCA fechado no mês de 0,20% para algo em torno de 30%, mas não mudará a projeção anual para o índice oficial, de 3,4%.


Já a economista-chefe do ABN Amro, Zeina Latif, disse, em nota sobre o IPCA-15, que há alguma deterioração no cenário de inflação. “Nós não acreditamos que a apreciação corrente vá se reverter por causa dos preços externos e da demanda doméstica”, disse. Os técnicos do IBGE não comentam os resultados desse indicador.


A pesquisa do IPCA-15 é realizada em 11 capitais.


 

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