IPC-S fecha março com alta de 0,45%

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Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-4 


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou março com alta de 0,45%, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seis das sete categorias do grupo de despesas pesquisadas indicaram aumento, com destaque para os itens alimentícios, que apresentaram alta de 0,62%.


A maior pressão foi constatada entre as verduras e legumes, com um salto na média de 0,21% para 3,18%. As frutas, que vinham apresentando deflação de -1,07% tiveram os preços elevados em 0,78%.

Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-4 


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou março com alta de 0,45%, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seis das sete categorias do grupo de despesas pesquisadas indicaram aumento, com destaque para os itens alimentícios, que apresentaram alta de 0,62%.


A maior pressão foi constatada entre as verduras e legumes, com um salto na média de 0,21% para 3,18%. As frutas, que vinham apresentando deflação de -1,07% tiveram os preços elevados em 0,78%. Os pães e biscoitos saíram de uma oscilação de 1,49% para 1,87%, enquanto as carnes bovinas mantiveram variação negativa (-1,82%), mas com ritmo de recuperação de preços, já que no período anterior esses produtos haviam sido cotadas na média em -2,32%.


No grupo habitação, a taxa subiu de 0,34% para 0,47%. Segundo o coordenador da pesquisa, Paulo Picchetti, essa elevação está associada às variações de preços nas tarifas de energia elétrica. Em sua análise, o resultado do IPC-S não deve ser visto como reflexo de uma situação macroeconômica.


“Não é sinal de aquecimento excessivo da demanda e sim uma conseqüência de desequilíbrio de oferta de forma muito localizada”, analisou ele. O economista referia-se ao impacto sobre o índice de altas como a do tomate, por exemplo, que na pesquisa anterior havia subido 5,35% e, no fechamento do mês, “mais do que quintu-plicou”, com aumento de 23,53%.Os maiores aumentos por itens foram: tomate (23,53%), tarifa de energia elétrica (1,11%); óleo de soja (8,98%), leite tipo longa vida (2,53%) e refeição em restaurante (1,47%). Já as maiores quedas foram: feijão carioquinha (-8,52%), batata inglesa (–5,83%), maçã nacional (–14,88%), mamão da Amazônia, papaya (–7,45%) e alcatra (–3,53%).


Picchetti não costuma fazer projeções sobre a inflação, mas acredita que neste mês o IPC-S deve sofrer algum impacto com a entrada em vigor dos novos preços dos medicamentos.


O IPC-S é calculado com base em apurações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador.


 




 


 

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