Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
Os investimentos no Brasil atingiram R$ 89,78 bilhões no primeiro bimestre do ano, de acordo com levantamento feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. O valor é 28,4% superior ao apurado nos dois primeiros meses do ano passado, de R$ 69,92 bilhões.
O número de empresas envolvidas também cresceu.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
Os investimentos no Brasil atingiram R$ 89,78 bilhões no primeiro bimestre do ano, de acordo com levantamento feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. O valor é 28,4% superior ao apurado nos dois primeiros meses do ano passado, de R$ 69,92 bilhões.
O número de empresas envolvidas também cresceu. Entre as companhias que realizaram expansões, construções, aberturas e modernizações no primeiro bimestre, a ampliação foi de 89% – 155 este ano, ante 82 em igual período do ano passado.
O levantamento é feito com base em investimentos relevantes, que têm impacto na cadeia produtiva, divulgados nos principais jornais do País no período. O número não é exato, pois muitos investimentos não têm o valor divulgado. Os números relativos ao primeiro trimestre só serão divulgados no final deste mês.
Os segmentos que mais se destacaram foram comércio, com 32 investimentos em curso, e transportes e logística, com 23. O setor alimentício recebeu dez investimentos. O complexo automotivo e metalurgia ficaram com seis cada, e o complexo de carnes teve quatro.
O setor de energia elétrica, com apenas seis projetos recebendo recursos, impressionou pela cifra. As empresas deste grupo investiram R$ 5,6 bilhões em janeiro e fevereiro.
Mais Recursos
De acordo com um analista, os volumes no primeiro bimestre mostram que o ano deve ser de mais recursos do que 2007. Segundo ele, se o ritmo se mantiver, o ano pode encerrar com crescimento de 20%. Isso significa que 650 empresas investiriam, contra 558 do ano passado.
Em 2007, o valor total dos investimentos foi de R$ 546 bilhões. Para o analista, é impossível determinar um valor aproximado para este ano, pois os investimentos dependem de diversos fatores, como a manutenção da demanda em ritmo crescente, mas ele se mostrou otimista.
Segundo o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida, os investimentos na indústria estão vindo muito fortes este ano e têm origem tanto na demanda doméstico quanto nas exportações.
Almeida disse que numa análise preliminar do primeiro trimestre, já se pode perceber incremento superior a 20%, podendo chegar a 25%. “Os empresários estão muito confiantes para investir”, afirmou.
De acordo com o consultor, a maioria dos recursos é utilizada para ampliar a capacidade de produção das fábricas. Almeida apontou crescimento generalizado nos investimentos, mas ressaltou os segmentos de veículos, siderurgia, química, cimento e indústria de bens de capital como as mais fortes. Para o economista, os números divulgados são um bom sinal de que os investimentos vão bem no ano, mas ele lembrou que os recursos são suscetíveis às condições da demanda.
Almeida disse que em 2007 o volume de investimentos cresceu cerca de 14% e que ele espera que 2008 supere este nível.