A intenção de consumo das famílias brasileiras registrou alta de 3,4% em junho, na comparação com igual período de 2011, e queda de 0,7% em relação ao mês passado. O indicador ficou em 135,3 pontos e mostra duas situações: por um lado, a lenta recuperação da demanda doméstica e o alto nível de endividamento vêm impedindo uma escalada mais forte da disposição do consumo; por outro, a continuidade do aumento real da massa salarial e da baixa taxa de desemprego ainda sustentam a confiança das famílias num patamar superior em relação ao mesmo período do ano passado.
A intenção de consumo das famílias brasileiras registrou alta de 3,4% em junho, na comparação com igual período de 2011, e queda de 0,7% em relação ao mês passado. O indicador ficou em 135,3 pontos e mostra duas situações: por um lado, a lenta recuperação da demanda doméstica e o alto nível de endividamento vêm impedindo uma escalada mais forte da disposição do consumo; por outro, a continuidade do aumento real da massa salarial e da baixa taxa de desemprego ainda sustentam a confiança das famílias num patamar superior em relação ao mesmo período do ano passado.
“Na comparação mensal, os componentes relacionados ao consumo foram os únicos a apresentar variação positiva. As famílias se mostraram mais dispostas a elevar seus níveis de consumo atual e de bens duráveis, em relação ao mês anterior. O otimismo se deu não só pela manutenção do crescimento real da massa salarial, como também pelos estímulos que vêm sendo dados para reaquecer a economia. No entanto, o alto nível de endividamento ainda impede maior comprometimento com gastos por parte das famílias, inibindo um crescimento mais forte da intenção de consumo”, afirma o economista Bruno Fernandes. Na comparação anual, a intenção de consumo das famílias mais uma vez apresentou variação positiva (+3,4%), puxada pelo otimismo tanto em relação ao mercado de trabalho quanto em relação ao consumo.