Inflação para idosos avança 5% e supera a da média da população

Compartilhe:

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


Os aumentos de preços no ano passado afetaram mais o orçamento dos idosos. O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) fechou 2007 com alta de 5,04%.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


Os aumentos de preços no ano passado afetaram mais o orçamento dos idosos. O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) fechou 2007 com alta de 5,04%. A inflação do conjunto da população ficou em 4,6%.


Segundo André Braz, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), os idosos são mais afetados pelo aumento da pressão inflacionária porque itens como tarifas públicas, alimentação e cuidados de saúde consomem uma parcela maior da renda desses consumidores.




Nos últimos sete anos, a inflação dos idosos acumulou alta de 64,13%, um patamar, segundo a FGV, 4,56% maior em média do que o índice calculado para a população como um todo.


Desde 2001, a inflação do conjunto da população acumulou variação de 56,97%.


Os alimentos subiram 10,93% e representaram mais de 60% da taxa acumulada no ano. “O grupo alimentação pesa mais para a terceira idade. Foi um ano de reajuste da cesta básica, e a estiagem prejudicou a oferta de produtos como alimentos “in natura” e grãos”, afirmou Braz.

Entre os alimentos, a maior alta foi a do feijão, de 128,48%, a segunda maior influência de um produto isolado no índice. A primeira ficou com os planos de saúde, com um aumento de 6,95%. Outras fontes de pressão foram o pagamento de empregadas domésticas (7,82%) e a taxa de água e esgoto (6,46%).


Os medicamentos subiram 1,78% em 2007, praticamente a metade da variação do ano anterior, de 3,86%. O peso dos remédios no orçamento dos idosos é o dobro do verificado na média da população.


O lazer costuma ser item de peso no orçamento dos idosos. As salas de espetáculo (que incluem teatros, shows e cinemas) tiveram alta de 2,81%.


As passagens aéreas subiram 11,22%. O maior salto de preços ocorreu no terceiro trimestre, quando a variação chegou a 28,89%, impulsionada pelas férias de julho e por problemas do setor. Segundo Braz, com a alta do querosene para aviação, as passagens poderão registrar novas altas de preços. Os hotéis tiveram alta de 4,71%.


Os transportes registraram alta de 6,03% no ano passado.


Alguns itens ajudaram a conter o avanço da inflação, como a tarifa de energia elétrica, que teve queda de 6,39% e o açúcar refinado, com recuo de 24,55%.


A expectativa é que no primeiro trimestre a inflação para os idosos apresente uma alta mais moderada do que a do conjunto da população.


Isso deve ocorrer porque as principais altas previstas para o início do ano estão relacionadas a educação, como mensalidades, matrículas e material escolar e também a impostos como IPTU e IPVA, que não afetam tanto os idosos.


 


 

Leia mais

Rolar para cima