IGP-M: 0,93% na 2ª prévia

Compartilhe:

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-6


Beneficiada pelo menor avanço dos preços no atacado, a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de janeiro subiu 0,93% – bem abaixo da alta de 1,54% apurada em igual prévia do mesmo índice em dezembro. Para o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o resultado mostra que a inflação medida pelo índice está em clara trajetória de desaceleração.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-6


Beneficiada pelo menor avanço dos preços no atacado, a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de janeiro subiu 0,93% – bem abaixo da alta de 1,54% apurada em igual prévia do mesmo índice em dezembro. Para o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o resultado mostra que a inflação medida pelo índice está em clara trajetória de desaceleração. “O IGP-M fechado de janeiro deve vir bem abaixo do apurado em dezembro (1,76%)”, acrescentou.


Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M já acumula alta de 8,21% em 12 meses, até a segunda prévia de janeiro, que vai do dia 21 de dezembro a 10 de janeiro. Quadros explicou que a inflação no setor atacadista perdeu força (de 2,08% para 1,06%), na passagem da segunda prévia de dezembro para igual prévia em janeiro, principalmente por desacelerações de preços nos segmentos de bens finais (de 2,09% para 0,02%) e de matérias-primas brutas (de 4,74% para 2,48%).


Entre os bens finais, os destaques ficaram por conta das elevações de preços de menos intensas em carne bovina (de 6,62% para 0,66%) e álcool etílico hidratado (de 6,99% para 0,60%). Já no segmento de matérias-primas brutas, as commodities agrícolas ficaram mais baratas. É o caso das quedas de preços em bovinos (-4,36%); milho em grão (-2,64%) e da desaceleração de preços em soja em grão (de 5,90% para 3,17%).


Varejo


Mas a inflação continua pressionando no varejo, cujos preços aceleraram (de 0,58% para 0,77%) da segunda prévia de dezembro para igual prévia em janeiro. A combinação de aumentos mais intensos, ou quedas mais fracas, nos preços de alimentos, tarifas e mensalidades escolares levou à inflação mais intensa junto ao consumidor, de acordo com Quadros.


Ao falar sobre o segmento de alimentação no varejo, o economista da FGV fez um alerta. Ele lembrou que, nessa época do ano, os preços dos alimentos in natura costumam subir com mais força. Isso porque a oferta desses itens no mercado interno é prejudicada por mudanças climáticas bruscas, características dessa época do ano. “Daqui até o final do mês, os preços dos in natura devem subir mais”, afirmou.


A FGV informou que, na construção civil, os preços também aceleraram (de 0,30% para 0,44%), pressionados por inflação mais intensa no segmento de mão-de-obra (de 0,11% para 0,53%).


 


 


 


 

Leia mais

Rolar para cima