Governo permitirá crédito de PIS/Cofins

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O governo deverá editar uma norma para permitir a utilização de créditos de

PIS e Cofins de empresas enquadradas no Supersimples. O compromisso foi

assumido ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma reunião com

representantes de micro e pequenas indústrias. A mudança deverá favorecer

pequenos fornecedores que, pelas regras atuais, acabariam tendo de arcar com

um aumento de carga tributária ao aderir ao Simples.

O governo deverá editar uma norma para permitir a utilização de créditos de

PIS e Cofins de empresas enquadradas no Supersimples. O compromisso foi

assumido ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma reunião com

representantes de micro e pequenas indústrias. A mudança deverá favorecer

pequenos fornecedores que, pelas regras atuais, acabariam tendo de arcar com

um aumento de carga tributária ao aderir ao Simples. A regra para a

compensação de PIS e Cofins ainda não tem prazo para sair e também não se

sabe como ela sairá – se por lei complementar, medida provisória ou decreto.


Segundo o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de

São Paulo (Simpi), Joseph Couri, na reunião no Ministério da Fazenda também

estava presente o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, que teria

admitido que o veto à compensação de créditos de PIS e Cofins aumentaria a

carga tributária de algumas empresas. No antigo Simples federal havia a

possibilidade de uso dos créditos, diz o assessor jurídico do Simpi, Marcos

Tavares Leite, pois nem as leis do PIS e Cofins não-cumulativo nem a do

Simples faziam previsão em contrário.


Ainda na reunião, a entidade paulista conseguiu que o Comitê Gestor do

Simples Nacional se comprometesse a reavaliar a Classificação Nacional de

Atividades Econômicas (Cnae) para enquadrar novas atividades no

Supersimples. Joseph Couri não revela quais são as novas atividades

candidatas – diz apenas que a alteração não equivale a uma mudança na Lei

Complementar nº 123, mas sim à obtenção de uma avaliação caso-a-caso de

algumas atividades específicas que estão fora do regime.


Outra possível mudança sinalizada pela Fazenda foi a recuperação de créditos

fiscais pelas empresas que contribuíram com alíquotas mais altas de julho a

agosto, antes das alterações aprovadas pelo Senado e em vias de entrarem em

vigor (leia matéria ao lado). O Simpi pediu também para que o ministério se

manifeste quanto à proibição feita de que gestores, administradores ou

equiparados sejam proprietários de empresas enquadradas no Supersimples. De

acordo com Marcos Tavares Leite, dependendo do que o termo “equiparados”

quiser dizer, mesmo gerentes podem ficar impedidos de abrir pequenos

negócios. Outra reclamação levada ao ministério foi a documentação exigida

para se provar a regularidade fiscal, da qual depende a inclusão no sistema.

Em alguns municípios, segundo Joseph Couri, a demora entre o parcelamento ou

pagamento do débito e a exclusão do Cadastro de Inadimplentes (Cadin) pode

levar quatro ou seis meses. O ideal seria a Fazenda aceitar o próprio pedido

de parcelamento como prova de regularidade fiscal.

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