Fusões têm aumento de 140% no país

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Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-8


O volume de fusões e aquisições no Brasil somou US$ 26,998 bilhões no primeiro trimestre do ano e, na contramão da tendência mundial, teve aumento de 140% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo a Thomson Financial. No mundo, o volume de fusões e aquisições caiu 24% no período. 


“No Brasil, quase não temos aquisições alavancadas feitas por fundos de private equity, que foram as que mais sofreram no mercado externo”, explica Ricardo Stern, presidente do JPMorgan no Brasil.

Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-8


O volume de fusões e aquisições no Brasil somou US$ 26,998 bilhões no primeiro trimestre do ano e, na contramão da tendência mundial, teve aumento de 140% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo a Thomson Financial. No mundo, o volume de fusões e aquisições caiu 24% no período. 


“No Brasil, quase não temos aquisições alavancadas feitas por fundos de private equity, que foram as que mais sofreram no mercado externo”, explica Ricardo Stern, presidente do JPMorgan no Brasil. O banco americano foi o segundo colocado no ranking dos três primeiros meses no país e na América Latina e ficou na terceira posição no ranking mundial. 


Grandes operações “pontuais e emblemáticas”, como a fusão entre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), ajudam a explicar a forte movimentação, diz José Olympio Pereira, responsável pelo banco de investimento do Credit Suisse no Brasil. O banco suíço mais uma vez ficou como primeiro colocado no ranking de fusões e aquisições no Brasil, posição também conquistada nos dois primeiros meses de 2008. O Credit Suisse atuou como assessor da Bovespa na fusão, junto com o Goldman Sachs, enquanto o JPMorgan, o Rothschild e o Citi atuaram do lado da BM&F. Sozinha, a transação representou nada menos do que US$ 10 bilhões no ranking. 


Os dois executivos concordam que, neste ano, o foco da atividade dos bancos de investimento será o mercado de fusões e aquisições. “A economia brasileira está crescendo e as empresas vão se consolidar em diversos setores, para reduzir custos e captar em condições mais atrativas”, diz Stern. Outras empresas que não conseguiram emitir ações agora buscam investidores estratégicos ou fundos para se capitalizar. “Há ainda a forte tendência de as empresas brasileiras comprarem outras no exterior”, continua Stern. O JPMorgan assessorou a JBS (Friboi) nas compras da National Beef e Smithfield Beef. 


Segundo Pereira, o ritmo acelerado no mercado deve se manter, com grande operações já no forno: a venda da Brasiliana e a compra da Brasil Telecom pela Telemar Oi. 


 

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