Fusões e aquisições crescem 27,9%

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As operações de fusões e aquisições cresceram 27,9%, para R$ 23,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para os setores de agronegócios, metalurgia e mineração, segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).


Apesar do forte crescimento nos primeiros seis meses, a estimativa da Anbid para o ano gira em torno de R$ 70 bilhões, o que ficaria abaixo do montante do ano passado.

As operações de fusões e aquisições cresceram 27,9%, para R$ 23,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para os setores de agronegócios, metalurgia e mineração, segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).


Apesar do forte crescimento nos primeiros seis meses, a estimativa da Anbid para o ano gira em torno de R$ 70 bilhões, o que ficaria abaixo do montante do ano passado. “Eu diria que o ano de 2007 não deve ficar abaixo dos R$ 70 bilhões em termos de transações, podendo ter surpresas de algumas grandes transações que estão no mercado”, prevê Luiz Antônio França, coordenador da subcomissão de fusões e aquisições da Anbid.


O crescimento do primeiro semestre foi puxado por aquisições de empresas brasileiras por estrangeiras, que subiram 190,6% frente ao igual período do ano passado, com operações como a aquisição de unidade da Votorantim Celulose pela International Paper, por R$ 2,7 bilhões e da Serasa pelo grupo Experian por R$ 2,2 bilhões.


Em segundo lugar ficaram transações entre empresas brasileiras. Exemplo disso é a aquisição do controle do grupo Ipiranga por Braskem, Petrobras e Grupo Ultra, por R$ 2,5 bilhões.


“O mercado está mais ativo”, observou França, citando fatores como queda do juro brasileiro, estabilidade da economia brasileira e forte liquidez internacional. O número de operações subiu de 34 para 45.


O Citigroup foi a instituição mais atuante, ao prestar consultoria para operações que somaram R$ 9,9 bilhões, seguido por ING, que assessorou transações no total de R$ 5,4 bilhões.


Somando-se as ofertas públicas de aquisição de ações (OPA) e reestruturações, as operações somaram R$ 35,5 bilhões no primeiro semestre, queda de 37,7% frente ao igual período de 2006, que contou com operações como Embraer e Tim Celular, no valor de R$ 12 bilhões cada uma.


A Anbid reconhece que a crise global de crédito que afetou os mercados financeiros em julho e agosto teve repercussões no Brasil, mas avalia que a situação já está melhor.


“As condições mudaram e obviamente quando um CEO (presidente-executivo) vai tomar uma decisão de aquisição elas vão influenciar. Mas o que a gente está vendo agora é que os mercados estão se recuperando”, disse França. “Eu não senti restrição ou aperto de recursos no mercado local com relação a debêntures ou endividamento no mercado brasileiro.”


As ofertas de ações, no entanto, fonte importante de geração de recursos para o financiamento de fusões e aquisições, passaram por uma pausa e só agora começaram a ser retomadas.


SEGUNDO SEMESTRE. Enquanto as operações de fusões e aquisições devem girar perto dos R$ 70 bilhões neste ano, em 2006 elas totalizaram R$ 89,7 bilhões. Considerando também as reestruturação e OPAs o montante somou R$ 131,8 bilhões.


O ano passado foi marcado por operações grandes como a compra da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, por R$ 36 bilhões.

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