Neste ano, 54% da população do país vão presentear alguém no próximo dia 25 de dezembro contra 50% do ano passado. A informação consta de recente pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, realizada em parceria com a Ipsos Public Affairs. Segundo as entidades, o Natal deste ano será marcado pela expansão de consumo da classe C, cujo avanço subiu de 54%, em 2006, para 60% em 2007.
Passou de 3,6 (dado de 2006) para 3,9 o número médio de pessoas que cada entrevistado da classe C vai presentear.
Neste ano, 54% da população do país vão presentear alguém no próximo dia 25 de dezembro contra 50% do ano passado. A informação consta de recente pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, realizada em parceria com a Ipsos Public Affairs. Segundo as entidades, o Natal deste ano será marcado pela expansão de consumo da classe C, cujo avanço subiu de 54%, em 2006, para 60% em 2007.
Passou de 3,6 (dado de 2006) para 3,9 o número médio de pessoas que cada entrevistado da classe C vai presentear. Além disso, o gasto médio dessa classe social aumentou – de R$ 150,20 para R$ 159,60, acima da média nacional, que é de R$ 144,60.
“O saldo de empregos formais gerados entre janeiro e novembro deste ano, no Brasil, foi de 1,94 milhão, contra 1,55 milhão registrado em igual período de 2006. O desemprego passou de 9,8%, em outubro de 2006, para 8,7%, no mesmo mês deste ano. De janeiro a outubro, a média do rendimento real do trabalhador no agregado das seis maiores regiões metropolitanas do Brasil cresceu 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por isso, a classe C tem condições, hoje, de presentear um número maior de pessoas ao mesmo tempo em que gasta mais com os presentes”, explica Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ.
13º salário
A parcela de consumidores da classe C que pretende utilizar, parcial ou integralmente, o 13º salário para pagar os presentes de Natal também subiu: de 28% em 2006 para 34% neste ano. Na média, 32% dos brasileiros pretendem utilizar o abono para ajudar nas compras. E, entre os que vão presentear, a preferência nacional é pelas lembrancinhas (50%), roupas e acessórios (38%) e brinquedos (25%). Esse perfil de consumo foi pressionado pela entrada de um número maior de pessoas da classe C no mercado consumidor, tanto que a parcela de entrevistados dessa classe social que vai adquirir presentes de menor valor passou de 39% para 50%, de um Natal para outro. Já roupas e acessórios caiu de 41% para 38% e brinquedos subiu de 21% para 27%.
“Esse é o Natal que consolida a participação de um grupo que ficou muito tempo à margem do mercado consumidor e agora conquistou o seu espaço. Por ser uma realidade recente, é natural que a ‘lembrancinha’ ainda seja uma opção. Seja a escolha um presente mais em conta ou não, o fato é que a participação da classe C incrementou o volume de recursos movimentados pelo comércio”, ressalva Diniz.
Pagamento à vista
O pagamento à vista foi a escolhido por 83% dos brasileiros. Na classe C, essa foi a opção de 79% dos entrevistados, mesmo percentual do ano anterior. Contudo, houve uma expansão na parcela de usuários de cartão de crédito nessa classe, seja à vista ou parcelado. Na primeira modalidade, subiu de 5% para 8% e na segunda, de 6% para 8%.
O levantamento foi realizado em mil domicílios distribuídos em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas brasileiras de 23 a 29 de novembro.