Sondagem divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de Minas sobre o impacto do fim da CPMF sobre o comércio varejista mostra que os empresários de Belo Horizonte estão otimistas com a extinção do imposto.
Sondagem divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de Minas sobre o impacto do fim da CPMF sobre o comércio varejista mostra que os empresários de Belo Horizonte estão otimistas com a extinção do imposto. Para 54% dos entrevistados, haverá melhora nas vendas, ante apenas 12% que afirmam que não haverá impactos no ritmo de negócios do setor.
Os otimistas alegam a desoneração da renda disponível dos consumidores, que preferem fazer compras à vista, e a redução do custo das operações praticadas pelo comércio como principais fatores para justificar a esperada alta nas vendas.
Para 34% dos participantes da sondagem, entretanto, o fim da CPMF será indiferente para os lojistas da capital, uma vez que o fim do tributo não afetará a escolha de nenhum outro meio de pagamento em favor do cheque. Dos entrevistados, 82% alegaram que os consumidores não diminuíram o uso dos cartões de crédito nas transações a prazo e 64% disseram não estimular o uso do cheque como forma de evitar as taxas cobradas pelos cartões. Para muitos lojistas, o estímulo à utilização de cheques como instrumento de financiamento poderá acentuar o risco de inadimplência, devido ao aumento dos índices de devolução por falta de fundos. Segundo dados da Fecomércio-MG, o índice de cheques sem fundos em relação à receita fica em torno de 4% ou 5%.
A pesquisa, entretanto, ratifica que a mensuração precisa dos impactos do fim do tributo sobre as relações comerciais ainda não pode ser feita, visto que a extinção da CPMF é recente.