Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
A população de menor poder aquisitivo na capital paulista foi a que mais sofreu com a escalada dos preços no ano passado. De acordo com o Dieese, a inflação dos mais pobres subiu 5,55% em 2007 e ficou acima da variação média acumulada no município.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
A população de menor poder aquisitivo na capital paulista foi a que mais sofreu com a escalada dos preços no ano passado. De acordo com o Dieese, a inflação dos mais pobres subiu 5,55% em 2007 e ficou acima da variação média acumulada no município. A informação é parte da pesquisa do Índice do Custo de Vida (ICV) do ano passado, que acumulou alta média de 4,80% ante uma elevação de 2,57% em 2006.
Além do ICV geral, o Dieese calcula mensalmente mais três indicadores de inflação, conforme os estratos de renda das famílias paulistanas. O primeiro grupo corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49); e o segundo contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17). O terceiro reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90). Neste último grupo, a taxa de inflação foi de 4,55% em 2007. No grupo intermediário, o ICV subiu 4,93%.
Produtos do grupo Alimentação foram os responsáveis por penalizar as famílias pobres da capital. No ano passado, a variação média dos alimentos foi de 12,48% em toda a cidade de São Paulo. Somente para os mais pobres, a alta foi de 13,88%, enquanto, para os mais ricos, de 11,41%.
Dentro do grupo Alimentação, a variação mais expressiva – contando todos os estratos – foi apurada para o subgrupo Produtos In Natura e Semi-elaborados (20,03%). Na seqüência, os subgrupos Indústria Alimentícia e Alimentação Fora do Domicílio apresentaram altas de 7,01% e de 7,54%, respectivamente.
Para se ter idéia do impacto dos alimentos na inflação de São Paulo em 2007, o Dieese calculou que o grupo gerou uma impacto de 3,15 pontos percentuais na taxa geral do ano passado. “Se a variação da Alimentação fosse zero, a inflação na cidade teria sido de 1,65%. Bem mais baixa que esta de 4,80%”, avaliou a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.