Entrevista: Edgar Segato Neto, presidente da Febrac

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Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano?

O setor de limpeza e conservação tem uma perspectiva de crescimento de aproximadamente 10% ao ano. Com a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e a regulamentação da terceirização, os empresários esperam que o avanço seja ainda maior.

Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano?

O setor de limpeza e conservação tem uma perspectiva de crescimento de aproximadamente 10% ao ano. Com a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e a regulamentação da terceirização, os empresários esperam que o avanço seja ainda maior.

Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

Em ano de crise, as palavras de ordem para sobreviver e avançar no mundo dos negócios são mapear todos os gastos, aplicar os recursos de forma devida e agir sempre dentro da legalidade, procurar novos canais de venda – quem sabe diferentes públicos –, tentar ofertar outras opções para o consumidor e fazer parcerias.

Ademais, sugiro também que os empresários renegociem, cortem os gastos sem retorno financeiro e, o mais importante, acompanhem de perto os resultados.

A alta de gastos do setor – como água, energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

As empresas estão investindo em aparelhos e produtos que não demandam grandes volumes de água, como máquinas de alta pressão e produtos concentrados, utilizados para a higienização dos ambientes. Nesse sentido, empresas que trabalham com limpeza e conservação usam cada vez mais produtos que não necessitam de água para limpar. Eles fazem as funções de lavar, esfregar e secar, bastando a utilização de um pano úmido ao final da aplicação para remover espuma e detritos. Em alguns casos também a limpeza diária é feita por meio de varrição e coleta do lixo seco, deixando a limpeza com água para ser realizada em intervalos maiores de tempo.

A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

A inflação tem um grande efeito sobre o setor de serviços, principalmente na manutenção dos empregos. A elevada carga tributária no País tem servido também de agente inibidor do crescimento de empresas, expansão dos negócios, contratação de pessoal e também de investimentos. Uma conjugação nefasta de fatores compõe um quadro real e profundamente preocupante para praticamente todas as empresas do nosso setor. Salvo exceções, a ameaça conjuntural e estrutural da economia brasileira, com a brutal carga fiscal, a tributação absurda dos investimentos produtivos, os juros estratosféricos, o Judiciário e o Executivo legislando em desfavor, torna-se ainda mais grave.

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