Fator básico para a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, a infraestrutura logística é o tema central do do 32º Encontro Nacional de Comércio Exterior – Enaex, que está sendo realizado no espaço do Armazém 2 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
Fator básico para a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, a infraestrutura logística é o tema central do do 32º Encontro Nacional de Comércio Exterior – Enaex, que está sendo realizado no espaço do Armazém 2 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro. “Sabemos que o Brasil tem um grande potencial no setor, mas, infelizmente, os problemas e desafios ainda são igualmente grandes”, disse José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB) na abertura do evento, na manhã desta quinta-feira (22), destacando a tradição do Enaex de servir como espaço de reflexão das questões que envolvem o comércio exterior do País.
Para o presidente da AEB, são quatro os alicerces que precisam ser trabalhados para que o comércio exterior brasileiro desenvolva todo o seu potencial: melhoria da infraestrutura, que é deficiente e afeta a competitividade das empresas exportadoras; diminuição da burocracia; modernização do sistema tributário; e adequação das leis trabalhistas. Em relação ao câmbio, José Augusto disse que a valorização do dólar frente ao real melhora a situação do comércio exterior, mas não resolve. “O câmbio não é o problema central. Se as empresas não tiverem preços competitivos vão continuar a enfrentar dificuldades”, afirmou o dirigente, lembrando a importância da derrubada do veto da presidente Dilma à prorrogação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) até o final de 2014.
Promovido pela AEB, o 32º Enaex conta com o apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e reúne autoridades, empresários, executivos e profissionais do setor público e privado, neste que é considerado o mais importante evento de comércio exterior do Brasil. Este ano, foram registradas 3.200 inscrições, mostrando que as questões do setor estão na ordem do dia e que é preciso encontrar soluções para destravar potencial exportador brasileiro. O Senac e a Feduaneiros estão entre os expositores do encontro.
O consultor Econômico da Presidência da CNC, Ernane Galvêas, presidente de honra da AEB, que compôs a mesa da solenidade de abertura, destacou a parceria que a Confederação historicamente mantém com a Associação. “A CNC tem uma relação muito importante com a AEB e há tempos vimos trabalhando na mesma direção, procurando ajudar a Associação a cumprir uma importante tarefa principalmente nas exportações brasileiras”, disse Galvêas. “O comércio exterior brasileiro tem um grande desafio pela frente, que é dobrar as nossas exportações, hoje em 250 bilhões de dólares, nos próximos anos, e o Enaex tem um importante papel a desempenhar neste cenário.”
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