Os presidentes de quatro federações patronais se reuniram no final da tarde de ontem, dia 9 de setembro, com entidades e empresários ligados ao setor varejista para debater os impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 semanais. Cerca de 40 pessoas analisaram a evolução da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que pode ser votada ainda este ano.
Os presidentes de quatro federações patronais se reuniram no final da tarde de ontem, dia 9 de setembro, com entidades e empresários ligados ao setor varejista para debater os impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 semanais. Cerca de 40 pessoas analisaram a evolução da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que pode ser votada ainda este ano.
Estiveram presentes ao encontro o presidente da Fecomércio-RS, Flávio Sabbadini, o presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), Norton Lenhart, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, e o presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), José Cairolli. Os dirigentes alinharam estratégias para inibir a evolução da proposta e defenderam que é necessário que toda a sociedade conheça o real reflexo desta medida. Para as entidades, a jornada de trabalho de 44 horas está bem definida para a realidade brasileira, que tem nessa carga de trabalho um teto de horas, o que difere da horas efetivamente trabalhadas no país.
CNC participou de debate na Câmara sobre redução da jornada de trabalho
O diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac), Laércio Oliveira, participou de um debate público sobre a PEC 231/95, em 25 de agosto. Laércio destacou em nome da Confederação que a Proposta trará impactos negativos não apenas para o empresariado, mas para toda a sociedade. “Ao contrário do que dizem os defensores da PEC, se a redução da jornada for aprovada, os custos de produção serão elevados para atender à demanda e será necessário reestruturar os negócios, o que provocará queda no número de postos de trabalho”, disse Laércio. Além disso, a CNC editou a cartilha A Jornada de Trabalho e a PEC do Desemprego, distribuída a parlamentares e entidades de classe, na qual apresenta dados comprovando que a medida, se adotada sem o correspondente ajuste nos salários, ampliará o desemprego e a informalidade, e, ainda, provocará reflexos na inflação.