Emprego, renda e oferta de crédito mantém setor de serviços estável

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O crescimento do número de empregos e a expansão da oferta de crédito nos últimos anos impediu que o setor de serviços sofresse um impacto desfavorável com a crise financeira internacional de 2008/2009. Esta é a análise da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), produzida sobre os dados da Pesquisa Anual de Serviços, do IBGE.

O crescimento do número de empregos e a expansão da oferta de crédito nos últimos anos impediu que o setor de serviços sofresse um impacto desfavorável com a crise financeira internacional de 2008/2009. Esta é a análise da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), produzida sobre os dados da Pesquisa Anual de Serviços, do IBGE.

O levantamento mostrou que o setor conseguiu obter um resultado significativo em 2009, apesar da crise financeira que comprometeu a economia internacional no fim de 2008 e ainda produz reflexos nos dias atuais. “As características naturais do setor – onde atua diretamente sobre a economia interna e, portanto não há comercialização com outros países – evitou que a atividade de serviços obtivesse resultados negativos como a indústria exportadora no período”, afirmou Bruno Fernandes, economista da CNC.

Segundo os dados do IBGE, houve crescimento no número de empresas de serviços não financeiros, que passaram de 879,7 mil em 2008 para 918,2 mil no ano seguinte, o que gerou uma receita líquida de R$ 745,4 bilhões em 2009. No total, as empresas empregaram mais de 9 milhões de pessoas no setor. No entanto, os serviços profissionais, administrativos e complementares obtiveram a maior participação no mercado de trabalho, respondendo por 3,89 milhões de pessoas ocupadas, 40,2% do total. O grupo também registrou o maior peso em relação ao valor adicionado no setor, com R$ 133,5 bilhões, ou 31,9% do total. 

Já o grupo “serviços prestados principalmente às famílias” obteve maior participação no número de empresas, 288.286 (31,4% do total), e os serviços de informação e comunicação apresentaram a maior receita operacional líquida, em R$ 214,4 bilhões. 

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