Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
O nível de emprego da indústria paulista encerrou 2007 com alta de 5,01% em relação a 2006, o que significa a criação de 104 mil postos de trabalho. O desempenho superou as expectativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou ontem a pesquisa.
No início de 2007, a projeção era de que a criação de novos postos de trabalho cresceria no máximo 3%.
Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
O nível de emprego da indústria paulista encerrou 2007 com alta de 5,01% em relação a 2006, o que significa a criação de 104 mil postos de trabalho. O desempenho superou as expectativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou ontem a pesquisa.
No início de 2007, a projeção era de que a criação de novos postos de trabalho cresceria no máximo 3%. No entanto, a alta de 5,01% foi muito melhor do que o esperado, segundo Paulo Francini, diretor de Pesquisas Econômicas da entidade.
A indústria paulista encerrou 2006 com 2 mil postos a menos do que o total de 2005. Mas, no ano de 2007, em números absolutos, foram criados 104 mil novas vagas, que demonstra o por quê as estimativas para o ano eram baixas. Do total de postos de trabalho gerados em 2007, o setor de “açúcar e álcool” respondeu por 20% ou 20,8 mil vagas criadas. Em termos percentuais, o setor de “outros equipamentos de transporte” (Embraer e produtos ferroviários) foi o que mais cresceu, 23,56%, seguido por “máquinas e equipamentos”, 11,98%.
Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa mensal de emprego da Fiesp, apenas três enceraram o ano com variação negativa: “Artigos do vestuário e acessórios” -1,05%, “couros e artefatos de couro e calçados” -4,44%, “material eletrônico e equipamentos de comunicação” -8,99%.
O desempenho do ano só não foi melhor por conta das demissões realizadas em dezembro. No mês passado foram cortadas 76 mil vagas na indústria paulista, das quais 61.560 somente nas usinas de açúcar e álcool. Segundo Francini, o número de cortes, que sazonalmente acontece mais em novembro e dezembro, concentrou-se no último mês do ano, o que explica a forte queda de 3,39% na margem. Segundo o empresário, a expectativa para 2008 é positiva, já que as boas notícias divulgadas em 2007 devem se manter neste ano.
Para Francini, a única ameaça são os fatos externos ligados à economia americana. “Não há qualquer hipótese de algum país deixar de sentir o tremor da crise da maior economia do planeta”, afirmou .