Dornelles discursa como presidente da comissão contra a crise

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Em discurso durante a sessão especial destinada a instalar a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), presidente da Comissão, afirmou que a atual crise global é tão grave que “dá a impressão de que todas as crises financeiras ocorridas nos últimos cem anos ressuscitaram e deram as mãos”.


A situação, afirmou Dornelles, traz pânico e falta de confiança a todo o mundo e, embora os países estejam buscando juntos soluções globais, a situação vem se agravando.

Em discurso durante a sessão especial destinada a instalar a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), presidente da Comissão, afirmou que a atual crise global é tão grave que “dá a impressão de que todas as crises financeiras ocorridas nos últimos cem anos ressuscitaram e deram as mãos”.


A situação, afirmou Dornelles, traz pânico e falta de confiança a todo o mundo e, embora os países estejam buscando juntos soluções globais, a situação vem se agravando. Francisco Dornelles acredita que a atuação da comissão criada nesta terça-feira “poderá preservar a sociedade dos danos da crise financeira”.


Sarney instala a comissão


O presidente do Senado, José Sarney, instalou a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, pedindo aos senadores que apoiem a iniciativa e “retirem do trabalho desse colegiado subsídios que permitam melhorar os trabalhos da Casa nas áreas de economia e finanças”.


Sarney elogiou o presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que, segundo ele, “apresenta um dos melhores currículos do país no que se refere aos assuntos econômico-financeiros”.


O presidente do Senado também anunciou que a comissão publicará periodicamente um boletim que apresentará, entre outros itens, dados e análises elaboradas sobre a atual crise econômica.


Arns ressalta esforço da comissão


“A instalação da comissão da crise é um passo fundamental de centralização de esforços para que o Brasil possa ter um lugar de discussão para tratar desses dois assuntos essenciais, que são a crise financeira e o seu consequente desdobramento que mais aflige a sociedade, que é a questão da empregabilidade e do mundo do trabalho.” O parlamentar lembrou ainda que a comissão é suprapartidária e independente, sem preocupação com questões partidárias ou formação de blocos da situação ou da oposição. É, segundo destacou, a união de pessoas em busca de horizontes e soluções para o enfrentamento da crise financeira internacional .


Casagrande: crise já está presente na vida dos brasileiros


O senador Renato Casagrande (PSB-ES) afirmou que a crise econômica mundial já se reflete na vida dos brasileiros. Como pessoas estão sendo atingidas e há interferências no nível de empregabilidade, observou, o Congresso Nacional precisa acompanhar a evolução do cenário.


Renato Casagrande informou que o presidente do Senado, José Sarney, já havia sugerido a criação de uma comissão para acompanhar as consequências da crise financeira internacional no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Porém, disse ele, a instalação da comissão no Senado, de forma institucional, dará mais poder às atividades dos integrantes do colegiado.


Na opinião do senador, o governo tomou medidas corretas para o enfrentamento dos problemas, mas ainda assim não foi possível controlar completamente seus efeitos. Para Renato Casagrande, a “crise é tão séria” que, mesmo com o arsenal de medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não houve o retorno da confiança por parte da sociedade. A comissão, acredita o senador, poderá oferecer uma importante contribuição para “estancar parte ou diminuir os efeitos devastadores” dos desequilíbrios atuais.


Os outros membros da comissão são os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Marco Maciel (DEM-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Aloísio Mercadante (PT-SP).


CNC, 3 de março de 2009.

 




 

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