Desemprego fica estável e renda cai em julho

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Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-5


A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 14,9% em junho para 15% em julho. O resultado representa o melhor índice para o mês desde 1995 (13,1%), segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada ontem.

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A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 14,9% em junho para 15% em julho. O resultado representa o melhor índice para o mês desde 1995 (13,1%), segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada ontem.


Os números de São Paulo, porém, impediram uma queda maior da taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas – Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O índice registrou um discreto recuo de 15,7% no mês passado, ante os 15,9% de junho. O contigente de desempregados no total foi estimado em cerca de 3,043 milhão, sendo 1,527 milhão de pessoas em São Paulo.


“Os números de São Paulo refletem uma estabilidade para o mês de julho que já era esperada. Em 12 ocasiões para o período desde o início da série, esse índice se manteve estável ou com relatividade estável. Nos outros meses de julho ele caiu. Além disso, a região foi determinante para impedir um recuo maior da taxa geral”, disse Leila Gonzaga, analista de mercado de trabalho do Seade. Segundo ela, os sinais de aquecimento da economia trazem perspectivas positivas para queda do desemprego no restante do ano. No entanto, Gonzaga alertou que a demanda interna pode pressionar o mercado de trabalho.


De acordo com o levantamento, o número de ocupados nas seis regiões metropolitanas no mês passado foi estimado em 16,279 milhões de pessoas. Já a População Economicamente Ativa (PEA) em 19,322 milhões. Após dois meses de expansão, o contigente de ocupados em São Paulo se manteve praticamente inalterado (de 8,652 milhões para 8,651 milhões). Com variação negativa de 1,3%, o setor de comércio registrou o quinto mês consecutivo em baixa.


Renda cai 2,7% em SP


A pesquisa também verificou que a renda de ocupados em São Paulo, de R$ 1.111, caiu 2,7% em junho, na comparação com maio. Já no conjunto das seis regiões, o rendimento real dos ocupados cresceu 0,9% em junho ante maio, para R$ 1.126.


 


 

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