Defesa de interesses como mote da ação dos sindicatos patronais do comércio

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Mudanças em curso, tanto em nível global, quanto no âmbito do país, prometem causar forte impacto na atividade comercial e os sindicatos precisam estar atentos a isso, aproveitando a oportunidade para se posicionar na defesa dos interesses do setor. É o que declarou o consultor da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Irani Cavagnoli, que ministrou a palestra Defesa de Interesses nesta segunda-feira (27), na Federação do Comércio do Estado de Goiás, dentro do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA).

Mudanças em curso, tanto em nível global, quanto no âmbito do país, prometem causar forte impacto na atividade comercial e os sindicatos precisam estar atentos a isso, aproveitando a oportunidade para se posicionar na defesa dos interesses do setor. É o que declarou o consultor da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Irani Cavagnoli, que ministrou a palestra Defesa de Interesses nesta segunda-feira (27), na Federação do Comércio do Estado de Goiás, dentro do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA).

Entre essas mudanças, Irani citou o crescimento do comércio eletrônico, que já é responsável por 10% dos negócios e deve triplicar essa participação nos próximos três anos. Outra tendência no mercado apontada por ele é a fusão de grandes empresas varejistas, que tira a competitividade dos pequenos. Além disso, os shopping centers adotaram uma nova filosofia que é chegar às cidades médias, com população acima de 100 mil habitantes.

“São questões que ameaçam o comércio tradicional e que precisam ser objeto de reflexão por parte dos dirigentes sindicais. Como minimizar os impactos e evitar que essas mudanças causem estragos de maiores proporções?”, comentou Irani Cavagnoli, que destacou ainda outros fatores que tanto podem ser oportunidades, como ameaça ao comércio atual, como o crescimento do consumo interno que responde hoje por algo próximo de R$ 2,5 trilhões em comércio e serviços.

Irani observou que com o crescimento da renda da população e a migração das classes D e E para a classe C, assim como da classe C para a B e A, há uma mudança no perfil dos consumidores e as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade. “A defesa de interesses está muito ligada às políticas públicas, portanto o principal lugar de atuação é junto aos três poderes, na forma de lobby, mas também trata-se de preparar os representados para essas novidades”, disse.

Para o consultor da CNC, os sindicatos têm que entender que essas são oportunidades da entidade fazer a diferença e, com isso, conquistar a confiança das empresas do segmento que ele representa. “A verdade é que enquanto algumas empresas estão na frente, se utilizando de estratégias e ferramentas extremamente novas, a maioria está paralisada sem saber que rumo tomar, e os sindicatos têm aí uma oportunidade ímpar de mostrar a que veio”, ponderou Irani, lembrando que o associado é atraído pelos resultados das ações dos sindicatos. “O empresário considera, no fim das contas, a relação custo/benefício em sua avaliação sobre a importância de se associar ao sindicato ou não”, disse.

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