Decisão do Copom: pausa estratégica

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                      Decisão do Copom: pausa estratégica




Para os economistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços eTurismo

(CNC), ao interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira

com a manutenção da taxa Selic em 8,75% ao ano, o Copom agiu de forma estratégica,

mas não estão descartados novos cortes




A decisã

                      Decisão do Copom: pausa estratégica




Para os economistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços eTurismo

(CNC), ao interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira

com a manutenção da taxa Selic em 8,75% ao ano, o Copom agiu de forma estratégica,

mas não estão descartados novos cortes




A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa

Selic em 8,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes de juros, é uma parada

estratégica, na opinião dos economistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a nota divulgada pelo Copom, a manutenção da taxa básica de juros foi

decidida como sendo a mais adequada ao atual cenário econômico. “Levando em conta,

por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro,

a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que

esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno,

contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do

horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Para Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da CNC, o BC confirmou as

expectativas. “Mas não está totalmente fora de hipótese alguma queda, se esse cenário

continuar com a capacidade ociosa que se percebe”, ressalta. Pela primeira vez na história

do Copom o País convive com taxas de juros básicas de um dígito.

“Os efeitos da política monetária expansionista ao longo de todo primeiro semestre do ano,

em virtude de sua defasagem de 6 a 8 meses sobre a atividade econômica, só serão

sentidos no segundo semestre deste ano”, afirma Marianne Lorena Hanson, da Divisão

Econômica da Confederação. Contudo, segundo Marianne, diversos fatores motivam um

viés de taxa de juros ainda menor esse ano, como a inexistência de pressões inflacionárias

no horizonte, com inflação em trajetória de queda e expectativas abaixo da meta; o ritmo de

recuperação econômica lento, sobretudo nos setores ligados a investimentos, que se

traduz em perspectivas de manutenção da capacidade ociosa da economia em patamares

elevados; o desaquecimento das concessões de novos créditos, tanto para os

consumidores como para as empresas; as expectativas de estabilização da dívida pública

com a queda significativa dos juros nominais, apesar da deterioração das contas públicas;

o câmbio em trajetória benigna para a inflação, e a recuperação lenta e volátil da economia

mundial.

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