Cunha: indústria de base ficou em 2º plano

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que o setor industrial de base ficou relegado ao segundo plano nos últimos anos. “Nossa indústria perdeu competitividade no exterior e perdeu competitividade interna, com preços elevados em muitos de seus componentes industriais, sem falar de custos como energia elétrica”, disse.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que o setor industrial de base ficou relegado ao segundo plano nos últimos anos. “Nossa indústria perdeu competitividade no exterior e perdeu competitividade interna, com preços elevados em muitos de seus componentes industriais, sem falar de custos como energia elétrica”, disse.

Cunha criticou o Projeto de Lei 863/15, do Poder Executivo, que reduz a desoneração da folha de pagamento de empresas de 56 setores. A matéria, aprovada em 25 de junho, ainda aguarda análise do Senado. “O governo desonerou quando estava no crescimento e resolveu reonerar quando está em retração a economia, ou seja, exatamente o inverso.”

O presidente da Câmara falou durante o lançamento da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), formada por cerca de 220 parlamentares – 204 deputados e 16 senadores. Mais de cem empresários vieram ao evento. “Não podemos desenvolver este País e achar que o ajuste fiscal vai resolver. Temos de ter planejamento”, afirmou.

Reação

Para o coordenador da frente, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a omissão da atuação parlamentar para defender o setor na atual crise econômica seria a atitude mais grave a tomar. “Para fazer o asfalto, o viaduto, preciso da máquina. O Brasil espera a nossa reação e a retomada do crescimento da indústria”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, fez um apelo para os deputados defenderem a manutenção de financiamentos para o setor pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Tecnologia de longo prazo é o BNDES. Se esse banco for desidratado, pode apagar o País, porque não haverá outra fonte de financiamento.”

Os ministros das Cidades, Gilberto Kassab, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi, participaram do encontro. “O sucesso dessa indústria está ligado ao sucesso da agricultura e pecuária do País”, afirmou Kassab.

Dados

O setor reúne 7 mil empresas em todo o Brasil, responsáveis pela geração de 380 mil empregos diretos e 1 milhão de postos de trabalho em toda a cadeia. Com um faturamento anual de R$ 80 bilhões, o ramo de máquinas e equipamentos é o líder nacional de exportações dentro do segmento da indústria de transformação, com um saldo de US$ 11 bilhões de vendas em 2014. De acordo com Pastoriza, 50 mil empregos foram perdidos no setor nos últimos dois anos, metade em 2015. “Infelizmente, temo que, neste segundo semestre, a coisa vai se acelerar ainda mais.”

Eduardo Cunha afirmou também que a comissão especial criada para analisar a reforma tributária terá 30 dias para deixar prontas para o Plenário as propostas já em tramitação que visem melhorar o ambiente de negócios. “Com certeza uma coisa nessa PEC precisará ser mantida, que é a limitação da carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto”, disse Cunha em relação ao substitutivo do ex-deputado Sandro Mabel a 17 propostas sobre reforma tributária (PEC 31/2007 e apensadas), aprovado em 2008 por uma comissão especial da Câmara.

Fonte Jornal da Câmara

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